“A educação é uma área em que temos evoluído, mas ainda não estamos lá”, defende a diretora do Pordata

  • Lusa
  • 9 Outubro 2018

Portugal destaca-se, pela negativa, dos outros Estados-membros nas áreas da educação e conhecimento. Destaca-se, pela positiva, no que toca à mortalidade infantil.

Portugal tem de investir na educação, área em que permanece estatisticamente na cauda da União Europeia (UE), considera a diretora da Pordata, Maria João Valente Rosa, a propósito do “Retrato de Portugal”, apresentado esta terça-feira, em Bruxelas.

Pela negativa, Portugal destaca-se dos outros Estados-membros nas áreas da educação e conhecimento, mostrando as estatísticas que, por exemplo, mais de metade dos empregadores (54,6%) não frequentou o ensino secundário ou superior (UE 16,6%).

Os dados mostram ainda que quase metade (43,3%) dos trabalhadores por conta de outrem também não tem escolaridade para além do 9.º ano (UE 16,7%).

Nestes dois campos, não só Portugal está muito acima da média da UE como ocupa o lugar cimeiro entre os 28 Estados-membros.

Nos extremos opostos estão, respetivamente a Polónia, onde só 1% dos empregadores não frequentaram o ensino secundário ou superior, e a Lituânia com 3,5% de trabalhadores sem estes níveis de escolaridade.

“A educação é uma área em que temos evoluído, mas ainda não estamos lá. Há ainda muito caminho a fazer”, disse a responsável da Pordata à Lusa.

Pela positiva, Maria João Valente Rosa escolhe o indicador da mortalidade infantil: em 1961, Portugal tinha a taxa mais elevada (89 por mil) e em 2017 apresentava 3,2 mortes de crianças com menos de um ano por cada mil nascimentos, uma média abaixo da da UE (3,6 por mil). O nível de mortalidade infantil, salienta a responsável da Pordata, é um indicador do desenvolvimento e das condições de vida, revelando não só os avanços médicos, mas também sociais.

O livro da Pordata é uma compilação de dados estatísticos do Eurostat, é “uma visão panorâmica e simples da realidade portuguesa em relação aos outros países da Europa”, adiantou. “Os factos são o melhor espelho da sociedade em que vivemos”, disse Maria João Valente Rosa.

A sexta edição do “Retrato de Portugal na Europa”, é apresentada esta terça-feira em Bruxelas, no mesmo dia em que a Fundação Francisco Manuel dos Santos – que a Pordata integra – recebe, no Parlamento Europeu, o prémio de Cidadão Europeu.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

“A educação é uma área em que temos evoluído, mas ainda não estamos lá”, defende a diretora do Pordata

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião