Revisão em baixa do crescimento global trava Wall Street. Tecnológicas escapam

O FMI reviu em baixa o crescimento da economia global, deixando os investidores receosos. Wall Street fechou, por isso, em terreno negativo. As novas ameaças de Trump à China também pressionaram.

A revisão em baixa do crescimento mundial divulgada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), mas também o agravamento das tensões comerciais entre a China e os Estados Unidos, deixaram os investidores receosos. No fecho da primeira sessão da semana — depois do feriado — Wall Street encerrou em terreno negativo. Só as tecnológicas conseguiram escapar às perdas.

Na sessão desta terça-feira, o principal índice norte-americano, o S&P 500, recuou 0,08%. Igual tendência foi registada pelo industrial Dow Jones, que desvalorizou 0,21%. A contrariar, o tecnológico Nasdaq somou 0,30%.

Estes desempenhos ficam a dever-se à revisão em baixa do crescimento económico mundial, adiantada pelo FMI. No relatório divulgado esta terça-feira, o organismo de Christine Lagarde estima que a economia global crescerá 3,7% este ano, o que fica em linha com o valor registado no ano passado, mas abaixo dos 3,9% previstos em julho.

Já no que diz respeito aos Estados Unidos, o FMI estima que a sua economia cresça 2,9% em 2018, isto é, mantém-se a previsão de julho. Ainda assim, o organismo adianta que, em 2019, o crescimento da maior economia mundial deverá cair para 2,5% por causa da guerra comercial com a China.

E por falar em guerra comercial, o Presidente dos EUA voltou a ameaçar impor novas taxas aduaneiras sobre os artigos chineses, num total de 267 mil milhões de dólares (232,3 mil milhões de euros), avança a Reuters.

Em declarações aos jornalistas, Donald Trump garantiu que as potências em causa ainda não estão preparadas para chegar a um acordo e sublinhou que os norte-americanos estão “absolutamente prontos para retaliar” caso Pequim responda às tarifas impostas no mês passado.

Além disso, também a pesar sobre a praça norte-americana esteve o fraco desempenho dos títulos da transportadora aérea American Airlines . As ações da empresa fecharam com uma queda de 6,55% para 33,55 dólares, depois de a transportadora ter salientado que, no terceiro trimestre, os preços dos combustíveis estiveram mais altos do que se esperava.

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