BE avisa que negociação de aumentos salariais “tem de ser protegida”

No dia em que decorrem as negociações entre os sindicatos da Função Pública e o Governo, o BE deixa um recado ao PCP. Comunistas anunciaram na quinta-feira algumas medidas do OE.

O Bloco de Esquerda considera que as negociações do Orçamento do Estado para 2019 ainda não terminaram e que até segunda-feira, quando o Governo entregar o documento na Assembleia da República, vai haver conversações. Depois do anúncio do PCP, que na quinta-feira deu como fechados alguns dossiers relevantes do próximo Orçamento, Mariana Mortágua recusa, em declarações ao ECO, que se “fechem negociações orçamentais antes de medir o pulso à negociação da Função Pública”.

O Governo está reunido esta tarde com os sindicatos da Função Pública antes da apresentação da proposta do Orçamento do Estado. Segundo o dirigente da Fesap José Abraão, que falou com os jornalistas após o encontro no Ministério das Finanças, ainda não foi desta que apresentou uma proposta concreta sobre como distribuir os 50 milhões de euros que disponibilizou para aumentos dos funcionários públicos.

Um dia antes, o PCP anunciou aos jornalistas que já tinha fechado com o Governo a descida do preço da luz, o aumento extraordinário das pensões de dez euros já em janeiro, o alargamento da gratuitidade dos manuais escolares até ao 12.º ano de escolaridade e o alívio de cortes para pensionistas com 63 anos.

“As negociações ainda decorrem. Há dossiers que ainda estão abertos, como a energia, as pensões antecipadas, nomeadamente avanços ao nível do calendário”, disse Mariana Mortágua.

A deputada bloquista acrescenta que estas negociações exigem “especial cuidado” e rejeita que se “fechem negociações orçamentais antes de medir o pulso à negociação na Função Pública“. “Existe uma negociação a decorrer com sindicatos que tem de ser protegida.”

Em setembro, o Bloco anunciou uma medida como praticamente certa para o Orçamento do Estado. “Parece-nos ter todas as condições para ser aprovada no próximo Orçamento do Estado. É uma medida que o Bloco de Esquerda vem a negociar desde maio com o Governo”, disse Catarina Martins, referindo-se à criação de uma taxa para travar a especulação imobiliária.

António Costa deixou cair a medida. O Bloco não desistiu dela, mas ao que o ECO apurou não voltou a fazer parte dos assuntos à mesa das negociações.

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