DBRS mantém rating de Portugal. Está dois níveis acima de “lixo”

A agência de notação financeira canadiana deixou inalterado o rating do país. Avalia-o em "BBB", dois níveis acima de "lixo".

A DBRS deixou inalterado o rating do país. Está em “BBB”, dois níveis acima de “lixo”, sendo que a perspetiva permaneceu “estável”, ou seja, não se prevê uma revisão positiva ou negativa nos próximos tempos. A agência de notação financeira canadiana explica esta perspetiva com os riscos moderados apresentados por Portugal.

“A confirmação desta perspetiva ‘estável’ reflete a visão da DBRS de que os riscos ao rating estão globalmente equilibrados“, diz a agência numa nota enviada esta sexta-feira, dia em que a Moody’s também se pronunciará sobre a notação atribuída à dívida pública portuguesa.

“Apesar de o crescimento ter moderado na primeira metade do ano, face ao 2017, deverá ser de 2,3% no total do ano, acima da média da Zona Euro. O défice e o rácio da dívida em função do PIB deverá continuar a cair e o malparado do bancos portugueses está a cair”, refere a DBRS.

Ainda assim, acrescenta a agência, “o ainda elevado endividamento público limita a margem orçamental e deixa as finanças públicas vulneráveis a choques”, refere. O malparado da banca, ainda que a encolher, “continua a ser elevado, especialmente no que respeita ao setor empresarial”.

(Notícia atualizada às 21h26 com mais informação)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

DBRS mantém rating de Portugal. Está dois níveis acima de “lixo”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião