Marcelo defende que não há cidadãos “de 1ª, 2ª ou 3ª no combate à corrupção”

O Chefe de Estado falava na tomada de posse da nova PGR, Lucília Gago, assumindo que os poderosos "no domínio da economia, da política e do desporto" devem ser "igualmente tratados".

Para Marcelo Rebelo de Sousa, uma das prioridades nacionais tem de continuar a ser “o combate à corrupção sem medos, hesitações ou ambiguidades e que a todos chegará”. O Presidente da República falava na tomada de posse da nova titular da investigação criminal, Lucília Gago, admitindo que “não há cidadãos de primeira, de segunda ou de terceira”. Todos, quer no domínio “económico, social, político ou mesmo desportivo” devem ser “igualmente tratados, incluindo os mais poderosos”. Marcelo Rebelo de Sousa assume que “quem mais pode, mais responsável deve ser, não menos”. Relembrar que estão em curso processos como a Operação Marquês – que envolve o ex-primeiro ministro José Sócrates – ou o E-Toupeira, que envolve a administração da SAD do Benfica.

E relembra: “o Ministério Público é uma instituição autónoma e essa é sempre uma lição que relembramos quer cá dentro, quer cá fora”.

Marcelo disse ainda que a nova procuradora-geral da República, Lucília Gago, tem condições para “projetar e enriquecer” nos seis anos em que estiver no cargo “o marcante legado” da sua antecessora, Joana Marques Vidal.

“Se alguém distraído, equivocado ou persuadido de que há espaço para a impunidade, pensa que a passagem de testemunho, nesta como em qualquer outra instituição da justiça, implica alterações de valores e de princípios, desengane-se”, acrescentou.

Na cerimónia, que decorreu no Palácio de Belém, em Lisboa, o chefe de Estado insistiu que o titular “deste cargo deve exercer um mandato único e disse que Lucília Gago irá, em nome dos portugueses, servir por seis anos o interesse nacional”.

O Presidente da República afirmou ainda que se desengane quem pensa que os valores mudam com as passagens de testemunho institucionais, defendendo que a justiça não é travada nem se deixa usar em campanhas pessoais ou políticas. “Assim como não há justiça que aceite ser usada em campanhas pessoais ou políticas, não há também campanhas pessoais ou políticas que paralisem, travem ou condicionem a justiça que deva ser feita. É o próprio Estado de direito, é a própria democracia, é a própria Constituição que o impõe”, declarou.

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