BE: Propina máxima cai mais de 200 euros para os 856 euros

  • Marta Santos Silva
  • 13 Outubro 2018

A propina máxima vai cair neste Orçamento. "No ano letivo de 2019-2020 a propina máxima passará a ser de 856 euros", anunciou Mariana Mortágua.

A propina máxima no ensino superior passará a ter o valor de dois Indexantes dos Apoios Sociais (IAS), fixando-se nos 856 euros, uma queda de mais de 200 euros relativamente ao valor atual, anunciou este sábado a deputada do Bloco de Esquerda Mariana Mortágua.

A deputada, que falava numa conferência de imprensa transmitida pela RTP 3, esclareceu que nas negociações com o Governo tinha sido fechado que o Orçamento do Estado para 2019 incluirá esta redução no valor máximo das propinas, com o intuito de tornar mais fácil para as famílias suportar os estudos superiores.

Atualmente, a propina máxima é de 1.068 euros anuais. “Sabemos que a educação universitária tem um custo demasiado elevado para muitas famílias”, afirmou Mortágua. “No ano letivo de 2019-2020 a propina máxima passará a ser de 856 euros.”

Na mesma conferência de imprensa, a porta-voz do Bloco de Esquerda anunciou outras medidas acordadas entre o Governo e este parceiro, incluindo o fim da penalização na reforma antecipada para as longas carreiras ainda em 2019 e uma redução de 5% na fatura da energia.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

BE: Propina máxima cai mais de 200 euros para os 856 euros

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião