Ásia, Arábia Saudita e Itália ensombram mercados. Bolsas afundam

  • ECO
  • 23 Outubro 2018

A forte queda dos mercados asiáticos, a tensão por causa da Arábia Saudita e o Dia D para o Orçamento italiano estão a pesar no sentimento dos investidores, arrasando as bolsas europeias.

Dia negro nos mercados de capitais. Registam-se quedas acentuadas nas principais praças europeias, que acompanham as fortes descidas sentidas nos índices asiáticos. Os receios em torno de Itália, naquele que é o Dia D para o orçamento de Giuseppe Conte, também pressionam numa altura em que os investidores aguardam para ver como reagirá a comunidade internacional perante a Arábia Saudita.

As quedas a Oriente fazem-se sentir com estrondo no Ocidente. A maioria dos índices asiáticos apresentou quedas de mais de 2%, sendo as praças chinesas acabaram por ser as mais castigadas pelos investidores. O CSI 300, da China, registou uma queda de 2,66% para 3.183 pontos, acompanhando as restantes bolsas da região, mas também em resultado do regresso dos receios em torno da guerra comercial com os EUA.

Numa altura em que se vive um clima de tensão internacional com a Arábia Saudita devido à morte de Jamal Khashoggi, estas quedas abruptas na Ásia aceleraram a saída dos investidores de ativos de risco, como são as ações, procurando refúgio na dívida alemã, mas também no ouro que soma 1,20% para 1.236,16 dólares por onça. Isto numa altura em que na Europa são grandes os receios em torno do confronto entre Roma e Bruxelas por causa da proposta de orçamento do executivo liderado por Giuseppe Conte.

Lisboa segue quedas da Europa

PSI20 0,00%

Apesar de haver sinais de que Conte se prepara para fazer ajustes, procurando ir de encontro às exigências da Comissão Europeia, o que até trouxe algum alívio aos juros da dívida de Itália, a dúvida mantém os mercados acionistas no vermelho. A praça italiana regista uma queda de 1,23%, sendo que o índice que agrega as maior empresas do Velho Continente desvaloriza 1,58% para os 354,12 pontos, tocando mínimos de dezembro de 2016.

As quedas fazem-se sentir em todos os setores mas as empresas petrolíferas estão a ser, claramente, as mais castigadas pelos investidores, numa altura em que os preços do petróleo registam quedas de mais de 1%. Enquanto o WTI, em Nova Iorque, está abaixo dos 70 dólares, o Brent, em Londres, recua 1,19% para 78,88 dólares, depois de ainda recentemente ter cotado acima da fasquia dos 85 dólares por barril.

A Galp Energia é uma das empresas do setor petrolífero a ser penalizada pelos investidores. A empresa portuguesa regista uma queda de mais de 2% para 15,31 euros, variação negativa que está a arrastar o PSI-20 para uma descida de 1,55%. É das cotadas que mais cede — a Altri lidera as quedas ao ceder 3,76% para os 7,16 euros — numa sessão em que nenhuma das maiores cotadas consegue valorizar, havendo apenas três títulos inalterados.

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