Direto Travão às pensões antecipadas? “Será discutido no futuro”, diz Vieira da Silva

O ministro do Trabalho foi ao Parlamento dizer que o travão às reformas antecipadas será discutido "no futuro". Bloco de Esquerda e PCP dizem que se oporiam à medida.

Depois de Mário Centeno ter dado o tiro de partida, foi a vez de Vieira da Silva ir ao Parlamento apresentar o plano orçamental da Segurança Social para o próximo ano. Num debate marcado pelas pensões antecipadas, o ministro do Trabalho garantiu que o Orçamento do Estado não trará qualquer travão às reformas antecipadas para quem não cumpra o duplo critério “60 anos de idade e 40 de descontos”, atirando essa discussão para o futuro.

No âmbito da Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa, o Bloco de Esquerda e o PCP aproveitaram, por outro lado, para garantir que se oporiam frontalmente a qualquer medida nesse sentido, que, adiantam, considerariam uma “perda de direitos”.

Nesta sessão de quatro horas e meia, a direita criticou, por sua vez, o “eleitoralismo” das medidas apresentadas e acusou o Governo de ter criado alguma confusão, particularmente em torno da questão das pensões.

O ECO acompanhou em direto a audição. Recorde-a abaixo.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Travão às pensões antecipadas? “Será discutido no futuro”, diz Vieira da Silva

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião