PCP, BE e Verdes “tiveram vitórias importantes porque participaram nesta solução de Governo, influenciaram-na”

  • ECO
  • 25 Outubro 2018

Pedro Nuno Santos considera que os três partidos mais à esquerda conseguiram influenciar e melhorar a proposta do OE. Sobre as medidas, diz que respondem aos problemas e aos anseios dos portugueses.

Pedro Nuno Santos, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, considera que o Orçamento do Estado (OE) para 2018 responde aos problemas e aos anseios da população portuguesa. Quanto aos parceiros, diz ainda que o Partido Comunista Português (PCP), o Bloco de Esquerda (BE) e os Verdes contribuíram muito para a elaboração das medidas presentes no documento proposto.

“Julgo que hoje podem dizer [PCP, BE e Verdes] que tiveram vitórias importantes porque participaram nesta solução de Governo. Influenciaram-na. Têm de mostrar aos seus eleitores que não foi em vão, que conseguiram. E eu partilho dessa ideia: conseguiram influenciar e melhorar também o nosso documento“, disse em entrevista ao Observador (acesso pago).

Sobre a maneira como o primeiro-ministro António Costa tem tratado os dois partidos — PCP e BE — nos debates quinzenais, Pedro Nuno Santos prefere não se estender muito na resposta. “Não temos preferências, somos do PS. O primeiro-ministro é líder do PS, líder de um Governo do PS que é suportado por mais três partidos além do socialista, trabalhamos com estes partidos e não temos preferências nem descriminamos ninguém.

Depois das negociações, os partidos saíram com negociações diferentes mas, quanto a isso, Pedro Nuno Santos diz que é normal: “Nenhum de nós consegue tudo aquilo que deseja”. “O BE não conseguiu tudo o que desejava no quadro das negociações, o PCP não conseguiu tudo o que desejava. E diria mais: os ministros deste Governo também não, na medida em que, desde logo, há uma restrição orçamental e, depois, porque há um trabalho de construção em conjunto”, afirmou.

Já com quatro orçamentos praticamente fechados, o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares diz que os partidos têm formas diferentes de trabalhar, “têm culturas organizacionais diferentes e culturas negociais também diferentes”. Seria “deselegante” dizer com quem foi mais fácil ou mais difícil de negociar.

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