Regulador chinês vai propor cortar para metade imposto aplicado na compra de carros

A proposta, que tem como objetivo contrariar os efeitos da guerra comercial com os EUA, iria reduzir o imposto de 10% para 5%, nas compras dos carros com motores até 1,6 litros.

As preocupações com os efeitos da guerra comercial com os Estados Unidos têm aumentado à medida que aparecem sinais de um abrandamento na economia chinesa. Uma das medidas que estará a ser estudada para evitar as consequências destas tensões é diminuir as taxas na compra de carros, para estimular o mercado.

O regulador chinês vai propor um corte de 50% no imposto aplicado na compra de carros, avança a Bloomberg (acesso condicionado/conteúdo em inglês). O mercado automóvel na China, o maior no mundo, enfrenta o primeiro deslize em mais de duas décadas, com as tensões comerciais a influenciarem o poder de compra dos habitantes.

O imposto, que se situa atualmente nos 10%, poderá passar assim para os 5%, para carros com motores até 1,6 litros. Os carros até esta motorização representaram cerca de 70% das vendas de veículos ligeiros de passageiros no ano passado. As entidades responsáveis pelo plano económico, bem como pelas reformas, já apresentaram uma proposta mas ainda não foi tomada nenhuma decisão.

A Reuters tinha noticiado no início deste mês que a associação dos vendedores de carros chineses, cujas sugestões costumam influenciar o setor, já tinha proposto um corte para metade neste imposto. As compras de carros de passageiros nos stands na China caiu 13% para 1,9 milhões de unidades em setembro.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Regulador chinês vai propor cortar para metade imposto aplicado na compra de carros

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião