BMW vai assumir controlo de filial na China. Paga 3,6 mil milhões de euros

  • Lusa
  • 11 Outubro 2018

A BMW vai passar a ter 75% da 'joint-venture' que detém com uma firma chinesa. O acordo entra em vigor em 2022, quando são eliminadas as restrições de Pequim aos fabricantes estrangeiros.

A fabricante alemã de automóveis BMW informou esta quinta-feira que vai pagar 3.600 milhões de euros para assumir controlo da sua ‘joint-venture’ na China, após Pequim anunciar que vai eliminar os limites de propriedade no setor automóvel.

A BMW vai passar a ter 75% da filial BMW Brilliance Automotive, que detém em conjunto com firma chinesa Brilliance Auto Group. A BMW detém atualmente 50% da ‘joint-venture’.

A medida “reforça o compromisso da BMW” com a China e permitirá ao fabricante “aumentar os seus lucros” no maior mercado automóvel do mundo e acelerar a deslocação da sua cadeia de produção para o país asiático.

Segundo o comunicado, a BMW espera aumentar a capacidade de produção das suas fábricas em Shenyang, cidade do nordeste da China, onde investirá mais de 2.600 milhões de euros, e “expandirá a produção de modelos adicionais, incluindo veículos movidos a novas energias”.

“Começaremos uma nova era”, afirmou na quarta-feira o presidente executivo da empresa alemã, Harald Krueger, num discurso em Shenyang. “A China está rapidamente a converter-se numa importante base de desenvolvimento e produção, incluindo de veículos movidos a novas energias”, disse.

O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, que teve uma reunião no mesmo dia com Krueger, em Pequim, afirmou que o novo projeto de cooperação entre a BMW e a China indica que as novas medidas de abertura adotadas por Pequim se “estão a traduzir em ações concretas”.

“No futuro, estas medidas serão ainda mais fortes, e a China continuará a ser um destino importante para o investimento estrangeiro a longo prazo”, afirmou Li, citado pela agência noticiosa oficial Xinhua.

O acordo entra em vigor em 2022, ano em que Pequim eliminará totalmente as restrições aos fabricantes estrangeiros, que apenas podem deter 50% nos negócios no setor, sendo obrigados a unirem-se a empresas chinesas.

Este ano, a China vai já eliminar o limite de 50% no fabrico de veículos especiais e automóveis elétricos e híbridos, em 2020, alargará aquela medida aos comerciais e, em 2022, aos de passageiros.

Os limites de propriedade no setor automóvel foram estabelecidos nos anos 1980, visando a transferência de ‘know-how’ para as firmas chinesas.

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