Bruxelas investiga suspeita de cartel na BMW, Daimler e Volkswagen

A Comissão Europeia lançou uma investigação à BMW, Daimler e Volkswagen. Quer apurar se as fabricantes constituíram um cartel para impedir redução das emissões poluentes.

A Comissão Europeia lançou uma investigação formal para apurar se a BMW, a Daimler e a Volkswagen estabeleceram um cartel com o objetivo de limitar a implementação de tecnologias para reduzir as emissões poluentes dos automóveis. A notícia foi avançada pelo Financial Times (acesso condicionado).

Margrethe Vestager, que tutela a pasta da concorrência na União Europeia, é quem dá a cara por este dossiê. Segundo a comissária, estão em causa suspeitas de que estas fabricantes automóveis estabeleceram um acordo para não concorrerem umas contra as outras no desenvolvimento e implementação de sistemas que reduzam as emissões poluentes dos carros com motores de combustão.

“A Comissão [Europeia] está a investigar se a BMW, Daimler e Volkswagen concordaram em não competir umas contra as outras no desenvolvimento e implementação de importantes sistemas para reduzir as emissões prejudiciais dos automóveis de passageiros a gasolina e gasóleo. Estas tecnologias têm como objetivo tornar os veículos menos exigentes para o meio ambiente. Se for provado, este conluio poderá ter recusado aos consumidores a oportunidade de comprarem carros menos poluentes, apesar de as tecnologias já estarem ao alcance das fabricantes”, disse Margrethe Vestager, citada pelo jornal britânico.

A comissária sublinhou ainda não ter “qualquer indicação” de que este caso tenha ligação ao escândalo das emissões poluentes, em que a Volkswagen foi acusada, em 2015, de manipular os testes às emissões de gases prejudiciais ao ambiente em automóveis a diesel.

Segundo o Financial Times, os casos que envolvem suspeitas de cartel costumam demorar vários anos até serem dados como fechados. Em causa poderão estar coimas avultadas que dependem das receitas obtidas com os produtos, refletindo ainda a duração e a gravidade dos atos irregulares cometidos. As multas podem ser reduzidas até zero ao abrigo do programa de clemência.

Em linhas gerais, empresas prevaricadoras podem denunciar um cartel às autoridades e beneficiar de uma pena reduzida, caso seja a primeira a fornecer provas concretas dos atos cometidos. Neste caso, a Daimler reconheceu em outubro do ano passado ter tomado a iniciativa de reportar o cartel a Bruxelas, segundo o jornal britânico.

(Notícia atualizada às 10h58 com mais informações)

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Bruxelas investiga suspeita de cartel na BMW, Daimler e Volkswagen

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião