Fatura da eletricidade já pesa para as empresas portuguesas. Clientes domésticos podem ser os próximos

  • ECO
  • 18 Setembro 2018

As empresas portuguesas já começaram a sentir os elevados preços a pagar pela energia, numa altura em que o custa da eletricidade no mercado ibérico tem atingido valores recorde.

As empresas portuguesas já começaram a sentir os elevados preços a pagar pela energia, numa altura em que o custa da eletricidade no mercado ibérico (Mibel) tem atingido valores recorde. O preço dos contratos futuros para a entrega de eletricidade já subiu 60% desde o início do ano, com especial incidência a partir do mês de maio, escreve esta terça-feira o Jornal de Negócios (acesso pago).

A manter-se, é cada vez mais provável que, não só os empresários, mas também as famílias portuguesas, comecem a sentir os preços altos da eletricidade. Caso a pressão sobre os custos da energia não se altere, a transferência para os clientes domésticos “será inevitável e deverá ocorrer no próximo ano, nomeadamente para os consumidores do mercado regulado”, explicou João Peças Lopes, especialista na área da energia.

Entre as razões da subida estão as condições climáticas (menos chuva e vento), a subida dos preços do petróleo nos mercados internacionais e o custo cada vez mais elevado do dióxido de carbono.

Face à tendência de subida, em maio, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) “abriu uma investigação formal aos preços formados no mercado grossista de eletricidade”, afirmou uma fonte oficial da entidade, e os governos de Portugal e Espanha criaram um grupo de trabalho para analisar os preços “anormalmente altos”, como referiram em agosto.

O presidente da Endesa, Nuno Ribeiro da Silva, considera a situação “preocupante”. E, apesar de achar que é cedo para definir prazos para eventuais aumentos de preços, relembra que esta forte subida, atípica para esta época do ano, não é “indiferente” para os comercializadores. Os preços dos contratos que “comprámos estão à volta de 50% acima” dos valores normais, afirmou.

Tal como a Endesa, a Goldenergy garante que ainda não repercutiu este aumento nos clientes. Isto porque as compras que faz são anuais, explicou ao Negócios Nuno Afonso Moreira, presidente da empresa.

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