Vendas do grupo DIA baixaram 13,9% nos primeiros nove meses do ano

  • Lusa
  • 30 Outubro 2018

As vendas do grupo de supermercados DIA caíram 13,9% nos primeiros nove meses de 2018, para 5.490,5 milhões de euros, quando comparados com o ano anterior.

As vendas do grupo de supermercados DIA caíram 13,9% nos primeiros nove meses de 2018, para 5.490,5 milhões de euros, em relação ao ano anterior, segundo informação enviada esta terça-feira ao mercado, que não inclui dados sobre o resultado líquido alcançado.

De acordo com o relatório transmitido à Comissão Nacional do Mercado de Valores Mobiliários (CNMV) espanhola, a empresa avança que os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) caíram 24% entre janeiro e setembro, para 281,1 milhões de euros, em comparação com o valor recentemente revisto de 2017.

O novo presidente executivo do grupo, António Coto, destacou na mesma informação que a empresa pretende, a partir de agora, “concentrar” os seus esforços em Espanha, “com um plano realista voltado para a recuperação do negócio, que terá como objetivo reverter a tendência atual”.

O grupo está sob grande pressão na bolsa desde que anunciou há duas semanas um agravamento significativo das suas projeções para o fecho do exercício de 2018 e fez uma revisão em baixa dos resultados de 2017.

Por outro lado, as vendas líquidas em Espanha e Portugal caíram 4% nos primeiros nove meses de 2018, para 3.880 milhões de euros.

“Na Argentina e no Brasil, a nossa posição é muito sólida e o nosso futuro é promissor, mas diante da atual incerteza macroeconómica que afeta essas duas economias, é hora de manter uma atitude mais prudente”, disse António Coto.

A nível global, as vendas brutas da empresa (volume de negócios nos supermercados e franchisados, sem descontar o IVA e outros impostos indiretos) foram de 6.949 milhões de euros, um decréscimo de 9% em relação a 2017.

Deste total, 4.094 milhões são de vendas em Espanha (-2,4%), 619 milhões em Portugal (-3,3%), 1.023 milhões na Argentina (-21,7%) e 1.213 milhões no Brasil (-19,1%).

O grupo investiu 269 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, um aumento de 23%, e a sua dívida líquida cresceu 25% no mesmo período, para 1.422 milhões de euros.

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