Best abre a porta às fintech. “É uma aposta muito séria na antecipação do futuro”, diz Ramalho

O Best é a primeira entidade do mercado português a apresentar uma solução de Open Banking, através da qual as fintech poderão desenvolver serviços em antecipação da nova diretiva de pagamentos.

O Best decidiu abrir a porta às fintech e antecipar-se aos prazos impostos pela nova diretiva europeia de pagamentos que entra em vigor em setembro do próximo ano. Para tal, a instituição financeira online lançou a primeira plataforma nacional de open banking, ferramenta que irá permitir às fintech testarem e certificarem soluções de pagamentos que pretendem disponibilizar aos consumidores no âmbito da implementação daquela diretiva. “É uma aposta muito séria na antecipação do futuro“, diz António Ramalho, salientando que se insere no âmbito da “reconstrução do grupo”.

“O facto de o Best ser uma plataforma de inovação e de inovação digital que nós temos [Grupo Novo Banco], leva-nos, neste período de reconstrução do grupo, a fazermos uma aposta muito séria na antecipação do futuro”, afirmou o presidente do Novo Banco aos jornalistas, esta quarta-feira de manhã, durante a apresentação desta nova plataforma.

"O facto de o Best ser uma plataforma de inovação e de inovação digital que nós temos [Grupo Novo Banco], leva-nos, neste período de reconstrução do grupo, a fazermos uma aposta muito séria na antecipação do futuro.”

António Ramalho

Presidente do Novo Banco

Em causa está o Best Open Banking, plataforma que desde já permite às denominadas fintechs e insurtechs a possibilidade de se ligarem ao Best e de testarem os serviços que pretendem disponibilizar no âmbito da abertura do sistema financeiro a novos prestadores de serviços no âmbito da nova diretiva de serviços de pagamentos: a PSD2. Ou seja, operadores que passarão a poder aceder e “gerir” dados dos clientes bancários caso esses o permitam.

No fundo aquilo que o Best está a disponibilizar é um micro site, a que empresas fornecedoras de serviços de pagamentos (TPP, Third Party Providers) poderão aderir e testar as suas soluções (apps). Estas soluções poderão posteriormente entrar em produção após a respetiva certificação pelo Best.

“Já apresentámos esta plataforma a parceiros e ao regulador, recebemos os inputs do Banco de Portugal e ajustamos aos seus pedidos. Naquilo que já é conhecido a nossa solução está compliance“, afirmou Madalena Torres CEO do Best.

“É uma oportunidade para nos anteciparmos à PSD2, com uma solução autónoma e um posicionamento diferente“, diz a CEO do banco online em sintonia com a posição de António Ramalho, acrescentando que “não adianta resistir às tendências do mercado”.

Após um período de testes do sistema de Interface de Programação de Aplicações (API) em que assenta a nova plataforma e a sua entrada em “live” em outubro, o Best antecipa-se ao prazo limite de 14 de março de 2019 imposto para a disponibilização de API. A 14 de setembro entra, então, em vigor a PSD2.

“Com este passo vamos ter muito mais visibilidade e capacidade de atração de novos clientes“, acredita Madalena Torres. Atualmente, o Best tem 85 mil clientes, sendo responsável pela gestão de mais de dois mil milhões de euros em ativos e dispondo ainda de 500 milhões de euros em depósitos.

“Para nós é uma satisfação que uma entidade do nosso grupo seja a primeira a dar esse passo [lançamento da plataforma de open banking], antecipando aquilo que são os passos seguintes de uma banca objetivamente mais aberta e mais ampla nos serviços prestados aos seus clientes”, disse ainda António Ramalho.

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