Santander diz que sobe comissões para “levar clientes para produtos mais baratos”

O aumento tem como objetivo orientar os clientes destes serviços, com pouca expressão e rentabilidade, para outros produtos similares, mas que sejam mais baratos.

A partir do próximo ano, o Santander Totta vai passar a cobrar mais aos seus clientes pelas comissões de certos cartões de débito. O aumento tem como objetivo orientar os clientes destes serviços (com pouca expressão e rentabilidade) para outros produtos similares, mas que sejam mais baratos.

“Aumentar comissões de produtos que não são muito utilizados tem muito a ver com levar os clientes a irem para produtos mais baratos do mesmo tipo”, explica António Vieira Monteiro, presidente do Santander Totta, durante a conferência de imprensa de apresentação dos resultados do terceiro trimestre do banco.

A alteração nas comissões de manutenção das contas impactará, assim, em 50 mil contas, ou seja, 2,5% do total de contas do banco. A estratégia, que tem em consideração as “práticas recentes dos bancos concorrentes”, fica, ainda assim, segundo o presidente da instituição, “abaixo dos valores dos outros bancos”, salienta.

“Para quem não pretende pagar comissões de manutenção, temos a conta pacote, denominada SIM, com o custo mais baixo do mercado (dois euros na versão ordenado e três euros na não ordenado). Para quem privilegia a transacionalidade, temos as Contas do Mundo 123, que proporcionam, como nenhuma outra, o acesso a cashbacks em compras, domiciliações, via verde e impostos”, esclarece Viera Monteiro.

Em termos globais, para 86% dos cartões, o aumento é de 5,4%. “Desconhece-se como pode ser calculado o referido aumento de 34%”, afirma o presidente do Santander Totta, referindo-se à notícia do Jornal de Negócios.

80% dos cartões de débito são Novo Classic e sofreram um aumento de 5,4%. Já o Novo Classic Premium representa 0,04% e teve um aumento de 24,3%. Contudo, este está fora de comercialização — já não são vendidos novos cartões — e o número de clientes é pouco significativo (452 clientes). No caso da Conta Fácil, que representa 1,1% da carteira, corresponde na sua esmagadora maioria a cliente de contas de serviços mínimos — que estão isentos destas comissões –, pelo que não se lhes aplica o aumento de 156%.

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