Desemprego manteve-se em 6,7% no terceiro trimestre. Está em mínimos do arranque de 2011

A taxa de desemprego manteve-se no terceiro trimestre do ano e 6,7%, o nível mais baixo desde o arranque de 2011.

A taxa de desemprego manteve-se em 6,7% no terceiro trimestre, o nível mais baixo desde o primeiro trimestre de 2011, revelou esta quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

“A taxa de desemprego do terceiro trimestre de 2018 foi de 6,7%, correspondendo ao valor mais baixo da série iniciada no primeiro trimestre de 2011. Este valor é igual ao do trimestre anterior e inferior em 1,8 pontos percentuais (p.p.) ao do trimestre homólogo de 2017”, escreve o INE.

De acordo com os dados divulgados hoje, a população desempregada terá parado de diminuir no trimestre em análise face aos três meses anteriores, interrompendo uma tendência de emagrecimento do universo de desempregados que se registava antes. “A população desempregada, estimada em 352,7 mil pessoas, manteve-se praticamente inalterada relativamente ao trimestre anterior, interrompendo os decréscimos trimestrais observados desde o segundo trimestre de 2016“, explica o INE, acrescentando, porém, que em relação ao trimestre homólogo ainda se observam quedas. “Em relação ao trimestre homólogo, verificou-se uma diminuição de 20,6% (91,3 mil).”

Já quanto à população empregada, registou-se um aumento em relação ao trimestre anterior, bem como face ao período homólogo. “A população empregada, estimada em 4 902,8 mil pessoas, registou um aumento trimestral de 0,6% (28,7 mil) e um aumento homólogo de 2,1% (99,8 mil).”

O relatório publicado pelo INE aponta ainda para uma taxa de desemprego entre os jovens em 20% (mais alto do que no trimestre anterior, mas no segundo nível mais baixo desde o início da série que foi no primeiro trimestre de 2011) e para uma taxa de subutilização do trabalho de 13,1% (menos duas décimas do que no trimestre anterior).

O Governo prevê que este ano a taxa de desemprego continue a baixar, apesar do abrandamento da atividade económica. No Orçamento do Estado para 2019, o Executivo inscreveu uma projeção de taxa de desemprego de 6,9% para este ano, depois de em 2017 ter ficado em 8,9%. A taxa de crescimento do PIB passa de 2,8% para 2,3%.

Mais mulheres no desemprego mas menos homens

Os dados mostram que a taxa de desemprego se manteve praticamente igual face ao ano passado, mas esta realidade não foi igual para todos. O INE analisou como evoluiu o desemprego conforme o sexo, as idades e a formação. Assim, o desemprego registou:

  • um aumento nas mulheres (5,6 mil; 3,1%) e diminuição nos homens (4,7 mil; 2,8%);
  • um aumento nas pessoas dos 15 aos 24 anos (9,9 mil; 14,3%) compensado pela diminuição no grupo etário dos 25 aos 44 anos (8,8 mil; 5,6%);
  • um aumento nas pessoas que completaram o ensino secundário e pós-secundário ou o ensino superior (18,7 mil; 10,7%), contrastando com a diminuição entre aqueles que completaram, no máximo, o 3.º ciclo do ensino básico (17,8 mil; 10,0%);
  • um aumento na procura de primeiro emprego (8,7 mil; 20,5%), mas diminuição na procura de novo emprego (7,8 mil; 2,5%), principalmente entre os provenientes do setor da indústria, construção, energia e água (18,1 mil; 21,5%);
  • um aumento nas pessoas à procura de emprego há menos de 12 meses (8,4 mil; 5,0%) e diminuição naqueles à procura de emprego há 12 e mais meses (7,5 mil; 4,1%).

A manutenção da taxa de desemprego a um nível idêntico ao do trimestre anterior relaciona-se com o facto de o universo de pessoas que passou para o desemprego ser próximo do número de pessoas que saiu dessa condição.

“O fluxo líquido do desemprego foi praticamente nulo (de acordo com a variação trimestral da população desempregada), o que resulta do facto de o total de pessoas que transitaram para o desemprego (150,5 mil) ter sido praticamente igual ao total das que saíram da situação de desemprego (149,6 mil).”

(Notícia atualizada)

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