BCP convoca obrigacionistas para se pronunciarem sobre incorporação de imobiliárias

  • Lusa
  • 9 Novembro 2018

O projeto de fusão por incorporação das sociedades no BCP justifica a operação com “razões de natureza regulamentar e estratégica.

O Banco Comercial Português (BCP) convocou duas assembleias gerais de obrigacionistas para, no dia 30 de outubro, se pronunciarem sobre a fusão por incorporação das imobiliárias Sadamora e Enerparcela, detidas a 100% pelo banco. A ideia é reduzir custos de estrutura.

A ordem de trabalhos das duas reuniões — agendadas para as 09h30 e 09h45, em Porto Salvo, Oeiras – tem como ponto único “pronunciarem-se relativamente aos possíveis prejuízos para os senhores obrigacionistas decorrentes da fusão por incorporação, mediante transferência global do património da Sadamora e Enerparcela no BCP“.

O projeto de fusão por incorporação daquelas sociedades no BCP justifica a operação com “razões de natureza regulamentar e estratégica, relacionadas com a gestão deste tipo de sociedades detidas direta ou indiretamente pelo BCP na sequência de processos de dação em cumprimento”.

A Enerparcela é detida, diretamente e na totalidade, desde junho de 2010 pelo Multiusos Oriente – Fundo de Investimento Imobiliário Fechado, que, em setembro de 2013, em resultado de uma aquisição em reembolso de crédito próprio, o BCP passou a deter na totalidade.

Já a Sadamora é detida desde abril de 2012, de forma direta e na totalidade, pelo Grand Urban Investment Fund – Fundo Especial de Investimento Fechado, que, em outubro de 2013, também em resultado de uma aquisição em reembolso de crédito próprio, o BCP passou a deter na totalidade.

Sendo os fundos Multiusos Oriente e Grande Urban geridos e administrados pela Interfundos – Gestão de Fundos de Investimento Imobiliário, de cujo capital e direito de voto o BCP detém 100%, o banco sustenta que a sua incorporação “permitirá ganhos de eficiência através da racionalização de processos de governo societário e das estruturas operativas, de backoffice, e outras funções de suporte das respetivas áreas de atividade, bem assim como alcançar benefícios comerciais decorrentes de uma abordagem integrada do mercado”.

Adicionalmente, o BCP sustenta que a fusão “permitirá potenciar os resultados por redução de custos da estrutura comum”.

De forma a “acelerar e simplificar” a projetada fusão por incorporação das duas sociedades imobiliárias, a 2 de outubro de 2018 foi já outorgado um contrato de compra e venda pelo qual o BCP adquiriu a totalidade das ações representativas do capital social da Sadamora e da Enerparcela, que assim deixaram de ser indiretamente controladas pelo banco para passarem a ser por este detidas a 100%.

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