The New York Times utiliza inteligência artificial da Google para digitalizar milhões de fotos

A tecnologia da Google Cloud permite a identificação do texto escrito nos documentos, e também de locais e objetos nas fotografias, facilitando a catalogação por categorias.

O jornal The New York Times (NYT) vai utilizar inteligência artificial da Google Cloud para digitalizar e catalogar cerca de sete milhões de fotos que tem em arquivo. A tecnologia irá também processar e reconhecer texto, e identificar locais e objetos nas imagens.

As funcionalidades do Google Cloud “dão aos jornalistas novas formas de procurar, aceder e analisar milhões de fotografias históricas, e dar-lhes uma nova vida”, diz Brian Stevens, CTO do Google Cloud, citado em comunicado. O sistema consegue identificar as legendas e datas escritas quer na parte da frente como de trás das imagens, e analisar o contexto visual das fotografias, o que ajuda a catalogar as imagens também por categorias.

A pesquisa por imagens numa base de dados digital será mais rápida do que nos arquivos físicos. Conhecidos como a “morgue”, os arquivos do The New York Times situam-se três andares abaixo do nível da rua, próximo da sede do jornal, e albergam fotografias, recortes de jornal e microfilme, entre outros documentos.

Os artigos começaram a ser guardados a partir de 1870, mas só foram catalogados como uma biblioteca em 1907. Algumas das imagens têm mais de um século, e estão sujeitas a deterioração, o que fez a publicação norte-americana procurar uma forma de salvaguardar os documentos.

“A tecnologia da cloud permite-nos não só preservar esta fonte de arquivo, mas facilmente procurar fotos para dar ainda mais contexto histórico”, aponta Monica Drake, editora assistente no The New York Times. O sistema providencia “ferramentas úteis para contar histórias mais visuais”, acrescenta.

A primeira peça que se vai basear nos arquivos digitalizados tem como foco a cobertura do jornal da Califórnia no século XX. O objetivo é perceber como é que a cultura desse estado norte-americano foi interpretada pelos jornalistas do NYT, a quase cinco mil quilómetros de distância.

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