Turismo trava inflação. Afinal, portagens só vão subir 0,9%

A taxa de inflação no setor da restauração e hotelaria foi negativa em outubro, fixando-se em -0,6%, o que contribuiu para o abrandamento dos preços em Portugal.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou, esta terça-feira, a estimativa rápida de que a taxa de variação homóloga da inflação abrandou para 1% em outubro, uma redução em 0,4 pontos percentuais face a setembro. A justificar esta desaceleração está o setor de restauração e hotelaria, onde a taxa de inflação foi negativa, de -0,6% em outubro.

“Em 2018, a variação homóloga dos preços da classe dos ‘restaurantes e hotéis’ tem evidenciado alguma irregularidade em consequência do comportamento do grupo dos serviços de alojamento. Com efeito, as variações homólogas deste índice foram muito elevadas em maio, junho, julho e setembro, e baixas em agosto em outubro”, aponta o INE no relatório divulgado esta terça-feira. Ainda assim, refere a nota, “a variação média de janeiro a outubro de 2018 do índice do grupo dos serviços de alojamento manteve-se elevada (7,4%), ainda que inferior à variação média anual observada em 2017 (11,8%)“.

A quebra de preços não foi exclusiva das atividades ligadas ao turismo. A taxa de variação homóloga do índice de preços no consumidor foi negativa nos segmentos de produtos alimentares não transformados (-0,1%) e lazer, recreação e cultura (-0,5%).

Por outro lado, “assinalam-se os aumentos da taxa de variação homóloga da classe bebidas alcoólicas e tabaco e dos bens e serviços diversos, com uma variação de 3,2% e 0,9%, respetivamente”, refere o INE. O maior aumento foi registado nos produtos energéticos, onde a taxa de inflação homóloga foi de 7,3%.

Portagens sobem, mas menos

A taxa de inflação de outubro também serve de referência para o aumento das portagens. Assim, de acordo com o índice de inflação, sem habitação, as concessionárias deverão propor ao Governo uma atualização dos preços das portagens em 0,89%, valor que fica ligeiramente abaixo da estimativa inicial feita pelo INE, que apontava para uma taxa de 0,98%.

A proposta das concessionárias de autoestradas terá de ser entregue ao Governo até 15 de novembro, para que a revisão das portagens entre em vigor a 1 de janeiro de 2019.

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