De olho na inflação, Fed prepara novas subidas de juros nos EUA

A Fed vai mesmo continuar a aumentar os juros. Mesmo com as críticas de Trump, os responsáveis admitem novas subidas da taxa diretora. E podem levá-la para "território de restrição".

A Reserva Federal dos EUA vai continuar a aumentar a taxa diretora. Nas minutas da última reunião, os responsáveis pela política monetária norte-americana demonstraram preocupação com a subida da inflação, sinalizando que há margem para novas subidas. Inclusivamente, houve debate em torno da possibilidade de colocar o preço do dinheiro na maior economia do mundo em “território de restrição”.

Mesmo com todas as críticas que lhes têm sido dirigidas por parte de Donald Trump, o presidente dos EUA, a Fed não dá sinais de abrandar. Assim, na reunião em que aumentou a taxa diretora pela terceira vez este ano, os responsáveis mostraram-se favoráveis a aumentar os juros novamente. A expectativa é de que essa nova subida acontece em dezembro, elevando os juros dos atuais 2% a 2,25%.

Na base da perspetiva da Fed está a inflação. Apesar dos perigos que a guerra comercial fomentada por Trump coloca à economia, o banco central norte-americano vê uma economia robusta, com uma taxa de inflação a acelerar. E vê riscos de que os preços no consumidor possam acelerar de forma expressiva, superando aquela que é a meta do banco liderado por Jerome Powell. E perante esse risco, há mesmo quem defenda uma postura mais agressiva por parte da Fed.

De acordo com as minutas da última reunião, alguns responsáveis aventaram a possibilidade de a Fed elevar a taxa diretora para “território de restrição”. Depois de anos com uma política acomodatícia, marcado pela expansão do seu balanço para ajudar à recuperação da economia, a Fed prepara-se para uma inversão total da sua política, procurando também travar os riscos de excessos nos mercados financeiros.

(Notícia atualizada às 19h25 com mais informação)

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