Compensa trocar de emprego? Quem mudou teve aumento salarial de 9%, diz a Segurança Social

Segundo o relatório apresentado pelo Governo aos parceiros sociais, quem mudou de emprego viu o salário crescer 8,6%. Em comparação, quem não o fez registou uma subida de apenas 3,8%.

Quem trocou de emprego registou mais do dobro da valorização salarial.ECO

Trocar de emprego compensa? Parece que sim. Segundo o 10º Relatório de Acompanhamento do Acordo sobre a Retribuição Mínima Mensal, os trabalhadores que mudaram de posto de trabalho, em abril deste ano, conseguiram um aumento nominal dos seus salários de 8,6% face ao mesmo período do ano anterior. Em comparação, aqueles que se mantiveram nos mesmos empregos viram as suas remunerações crescer, em termos homólogos, apenas 3,8%.

De acordo com os dados divulgados, esta terça-feira, pelo Ministério da Segurança Social, em abril deste ano, os 232.233 trabalhadores que mudaram de postos de trabalho viram os seus salários valorizarem 8,6%, fixando-se a remuneração média nos 944,7 euros mensais. Por outro lado, os quase dois milhões que se mantiveram no mesmo emprego registaram uma valorização salarial bastante inferior, isto é, de apenas 3,8%. Ainda assim, a remuneração média neste caso é superior às dos outros trabalhadores, chegando aos 1.016.4 euros mensais.

No total, os trabalhadores que permaneceram empregados verificaram um aumento salarial de 4,3%, estando a remuneração média fixada nos 1.008,9 euros mensais.

O relatório apresentado, esta terça-feira, pelo Governo aos seus parceiros sociais destaca ainda que, no universo dos trabalhadores que permaneceram no mesmo posto de trabalho entre 2017 e 2018, houve aumentos em todos os escalões de remuneração, tendo os salários mais baixos registado as maiores alterações. Até aos 600 euros, o aumento foi “ligeiramente inferior aos 6%”, entre 600 euros e 1.200 euros foi à volta de 4% e entre 1.200 euros e 2.500 euros foi cerca de 3%.

Estes dados refletem, além disso, uma melhoria face ao ano anterior. “Apontam para um maior dinamismo salarial em 2018 face ao ano anterior, sendo que a variação salarial nominal dos trabalhadores que se mantiveram empregados entre 2016 e 2017 tinha sido de 3,7%, fixando-se nos 7,8% para os trabalhadores que mudaram de posto de trabalho nesse período”, nota o documento.

O Executivo de António Costa deixa ainda boas notícias, no que diz respeito à contratação coletiva. “Os salários fixados na contratação coletiva registaram um crescimento nominal de 3,4% no terceiro trimestre de 2018, o nível mais elevado desde 2019”, nota o relatório. De notar que os setores da construção e das atividades de saúde humana e apoio social registaram os aumentos nominais mais expressivos, tendo sido superiores a 4,5%.

Na apresentação na especialidade do Orçamento da Segurança Social para o próximo ano, o ministro Viera da Silva já tinha adiantado que, em termos homólogos, o rendimento salarial médio mensal líquido dos trabalhadores por conta de outrem tinha crescido 3,5%, no terceiro trimestre deste ano. Na audição, o governante destacou ainda que há 18 trimestres consecutivos se verificam variações positivas. Destes, há cinco que a variação fica mesmo acima dos 2%, assinalou o ministro.

De acordo com responsável pela pasta da Segurança Social, na primeira metade do segundo semestre, o número de trabalhadores a auferir menos que 600 euros recuou 12,9% para 141,2 mil pessoas. Este foi o único escalão remuneratório a registar essa tendência. Nos demais, verificou-se uma subida, com especial foco no escalão “de 600 euros a menos de 900 euros”, que contabilizou um disparo de 8,7% para 111,6 mil trabalhadores.

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