PGR contesta liberdade de Bruno de Carvalho e de Mustafá

Bruno de Carvalho e Nuno Mendes, líder da Juventude Leonina, saem em liberdade, sujeitos a apresentações diárias às autoridades. PGR contesta a não aplicação de prisão preventiva.

Bruno de Carvalho e Nuno Mendes, líder da Juventude Leonina, saíram em liberdade. O juiz decretou que os dois vão aguardar julgamento fora da cadeia, mas ficam sujeitos a apresentações diárias às autoridades. Em causa as agressões em Alcochete em maio deste ano. Porém, “o Ministério Público encontra-se a analisar a decisão com vista a tomada de posição sobre eventual interposição de recurso”, disse fonte oficial da Procuradoria-Geral da República (PGR) à Lusa.

O anúncio das medidas de coação acabaram por ser conhecidas quatro dias depois do ex líder dos leões e de Juve Leo terem sido detidos em casa. No comunicado, pode ler-se que se aplica “o termo de identidade e residência, apresentações diárias nos órgãos de polícia criminal e 70 mil euros de caução”.

O início da leitura da decisão estava previsto para as 10h00, mas foi adiado em uma hora devido à greve parcial dos funcionários judiciais, que já tinha motivado a interrupção do interrogatório aos arguidos na terça-feira.

Bruno de Carvalho e Nuno Mendes estão detidos desde domingo, com base em mandados emitidos pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa. Bruno de Carvalho está indiciado de 56 crimes (de seis tipologias diferentes) relacionados com o ataque aos jogadores do Sporting na Academia de Alcochete: dois de dano com violência, 20 crimes de sequestro, um crime de terrorismo, 12 crimes de ofensa à integridade física qualificada, um crime de detenção de arma proibida e 20 crimes de ameaça agravada.

Segundo o comunicado enviado pelo juiz de instrução do Barreiro verificaram-se, em concreto, “os perigos de fuga, de perturbação do decurso do inquérito, nomeadamente, para a aquisição e conservação e veracidade da prova, de continuação da atividade criminosa, bem como de grave perturbação da ordem e tranquilidade públicas, atendendo à natureza dos ilícitos em causa e à visibilidade social que a prática dos mesmos implica, considerando que a atuação dos arguidos revela um manifesto desprezo pelas consequências gravosas que provocam nas vítimas”.

A 15 de maio, a equipa de futebol do Sporting foi atacada na academia do clube, em Alcochete, por um grupo de cerca de 40 alegados adeptos encapuzados, que agrediram alguns jogadores, membros da equipa técnica e outros funcionários. A GNR deteve no próprio dia 23 pessoas e efetuou, posteriormente, mais detenções – das quais as mais recentes foram as de Bruno de Carvalho e Mustafá, no domingo -, que elevaram para 40 o número de arguidos, dos quais 38 já estão em prisão preventiva.

A crise vivida pelo clube de Alvalade desde a invasão a Alcochete levou à mudança da presidência, com a eleição de Frederico Varandas a 9 de setembro. José Sousa Cintra assumiu o cargo de presidente interino da SAD do Sporting depois de, a 23 de junho, os sócios terem votado pela destituição de Bruno de Carvalho.

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