Costa espera concretizar certificação de dívidas de Angola a empresas portuguesas

  • Lusa
  • 15 Novembro 2018

O primeiro-ministro considerou hoje que a visita a Portugal do Presidente de Angola, João Lourenço, é "um momento alto" nas relações luso-angolanas.

O primeiro-ministro considerou esta quinta-feira que a visita a Portugal do Presidente de Angola, João Lourenço, é “um momento alto” nas relações luso-angolanas e adiantou que espera concretizar o processo de certificação das dívidas a empresas portuguesas.

António Costa assumiu esta posição em declarações aos jornalistas em Monsanto, Lisboa, antes de presidir à cerimónia de entrega do Prémio Bartolomeu de Gusmão para distinguir inovação científica.

Para o primeiro-ministro, a visita de Estado que o Presidente de Angola efetuará a Portugal, entre 22 e 24 deste mês, “será uma oportunidade” para se concretizarem vários processos, designadamente “o trabalho já iniciado em setembro, em Angola, em matéria de certificação de dívidas”.

Questionado se o problema das dívidas do Estado angolano a empresas portuguesas está resolvido, António Costa referiu que “está em curso”.

“O que está a ser feito era fundamental para se restabelecer a confiança, sem a qual o investimento das empresas portuguesas poderia ser afetado – e era importante que não fosse, porque a relação económica entre os dois países é muito importante”, sustentou António Costa.

O primeiro-ministro salientou, em seguida, que é importante “aproveitar este momento de recuperação económica em Portugal e em Angola”.

“Este é mesmo o melhor momento para crescermos”, sustentou.

António Costa afirmou, depois, que a visita do chefe de Estado angolano a Portugal “é seguramente um momento alto”.

“Na sequência da visita que fiz a Angola em setembro passado, a presença do Presidente João Lourenço em Portugal completa este ciclo de relançamento das nossas relações”.

Segundo o primeiro-ministro português, a visita de Estado de João Lourenço “terá momentos importantes, como no seminário económico ou na intervenção que fará na Assembleia da República”.

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