Aeroporto de Lisboa deve chegar aos 29 milhões de passageiros em 2018

  • Lusa
  • 16 Novembro 2018

Depois de um aumento de 18,8% no número de passageiros no ano passado, o secretário de Estado das Infraestruturas acredita que, este ano, se deverá chegar aos 29 milhões de passageiros.

O aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, deve chegar este ano ao recorde de 29 milhões de passageiros, informou esta sexta-feira o secretário de Estado das Infraestruturas.

O aeroporto Humberto Delgado tinha registado um aumento de 18,8% no ano passado, na comparação homóloga, para um total de 26,7 milhões de passageiros. Após a sua intervenção numa conferência sobre navegação aérea, em Lisboa, Guilherme W. d’Oliveira Martins avaliou a previsão de 29 milhões de passageiros como “bons números”, que “representam um grande esforço para a economia, com impacto para o turismo”.

Mas há ainda muito trabalho a fazer”, indicou o secretário de Estado, notando o empenho do Governo para reforçar a capacidade aeroportuária da região de Lisboa e para que “os números melhorem”. O reforço passa, lembrou d’Oliveira Martins, pela conversão da base militar do Montijo para a aviação civil e fazer investimentos no aeroporto Humberto Delgado.

Para concretizar o aumento será necessário finalizar o acordo com a gestora dos aeroportos, a empresa ANA, o que “está para muito em breve”, segundo o governante, sem concretizar datas.

Presidente da CTP duvida que aeroporto no Montijo abra em 2023

O presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), Francisco Calheiros, afirmou esta sexta-feira que duvida que o novo aeroporto no Montijo abra em 2023, lembrando que já há muito que tem dúvidas sobre a sua abertura em 2022. “Há muito que a CTP tem dúvidas da abertura do Montijo em 2022. Neste momento, temos dúvidas para 2023. Estamos em novembro e nada aconteceu, mesmo sendo a decisão irreversível”, advertiu o dirigente no 30.º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo (AHP) que hoje termina no Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa.

Francisco Calheiro explicou que na IV Cimeira do Turismo, em setembro passado, o primeiro-ministro, António Costa, garantiu que “aguardava unicamente a decisão em matéria de impacto ambiental para poder tornar a decisão da Portela + Montijo absolutamente irreversível”. Mas, prosseguiu, “estamos em novembro e nada aconteceu, mesmo sendo a decisão irreversível”. “Continuamos sim com uma decisão adiada”, salientou o responsável.

Na sua intervenção, na conferência, em que na edição deste ano, se abordou o tema “Turismo, que futuro queremos?”, Francisco Calheiros referiu ainda que o setor em Portugal atingiu “um pico de expansão”, o que a situação atual “obriga a olhar o futuro com responsabilidade e precaução”. Para a CTP, não se trata apenas de continuar a captar mais turistas para Portugal, embora entenda que esta não é uma “tarefa menor”, mas considera que é necessário assegurar “a necessária” sustentabilidade, reputação, qualidade, diversidade inovação e criatividade.

Uma maior procura de turistas passa por ter um aeroporto na região de Lisboa que dê resposta a este fenómeno, segundo a CTP, pois nos primeiros nove meses deste ano, com base em dados da Vinci, o Aeroporto Humberto delgado recebeu mais de 22 milhões de passageiros, o que corresponde a um crescimento de 10%, na comparação com igual período do ano passado.

Nos últimos quatro anos, o Turismo em Portugal cresceu “a um ritmo verdadeiramente impressionante”, disse o presidente da CTP, lembrando que de 42 milhões de dormidas em 2013 se passou para 57 milhões em 2017, mais 36% no período em análise. As receitas em 2013 atingiram os 9.000 milhões de euros e subiram 67%, para 15.000 milhões de euros no final do ano passado. Em 2017, os empregos diretos no Turismo representavam 8,5% do total do emprego em Portugal.

E o contributo direto do Turismo para o Produto Interno Bruto (PIB) e para as exportações globais portuguesas correspondeu a 6,8% e 22%, respetivamente no ano passado. “Numa palavra só” a economia portuguesa hoje não é sustentável sem o Turismo”, advertiu o líder da CTP.

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