“Esquece as casas, já sabes que não as podes pagar”. No novo Monopólio, em vez de propriedades, os millennials colecionam experiências

Os jogadores compram experiências, sejam elas um brunch vegetariano, um retiro de meditação ou o bilhete para um festival de música de três dias. Ganha quem, no final, colecionar mais experiências.

Monopólio para millennials? Ganha quem tem mais experiências

Se, antes, o objetivo do jogo era comprar propriedades, agora, a nova edição do Monopólio quer pôr os jogadores a adquirir experiências, não fosse ela uma edição direcionada para a geração Y, mais conhecida por millennials. “Esquece as casas, já sabes que não as podes pagar”, avisa a fabricante americana de brinquedos e jogos Hasbro, logo na caixa do jogo.

Lembrando também que “a vida adulta é dura”, o habitual senhor do Monopólio — Rich Uncle Pennybags –, que aparece de óculos de sol na cara, phones nos ouvidos e café na mão, convida os jogadores a jogarem com novas regras, avança o USA Today (acesso livre, conteúdo em inglês).

Aqui não se compram propriedades, cidades ou ruas, como no tabuleiro mais tradicional. Em vez disso, os jogadores colecionam experiências, sejam elas um brunch vegetariano, um retiro de meditação ou o bilhete para um festival de música de três dias.

O primeiro a atirar os dados já terá escolhido a sua figura, que pode ser um emoji, uns óculos de sol, uma bicicleta ou até um hastag. O jogo começa pelo jogador com “o maior empréstimo estudantil”. No final, em vez de ganhar o que tem mais dinheiro, vence o jogador que conseguir colecionar mais experiências.

A ideia é compilar num tabuleiro tudo aquilo pelo que a geração Y é mais conhecida, desde o poder que não tem para comprar casa à cultura da partilha, seja de casa, de roupa, de carro, bicicleta ou trotinete.

No trabalho, os millennials também são conhecidos por não estarem por muito tempo na mesma função ou empresa. Preferem antes recolher experiências por cada sítio por onde passam, ao invés de pensar no resto da sua vida num determinado lugar, ainda que pudesse ser uma opção mais segura e estável.

Na cozinha, com esta geração vieram os brunchs, os batidos detox e, claro, as entregas. Obcecados por aplicações como a Deliveroo e a Uber Eats, cada vez encomendam mais comida e evitam os tachos e as panelas em casa. Aliás, já há estudos que apontam para o desaparecimento da cozinha como um das divisões das casas.

Entre selfies, viagens de mochila às costas e cafés para levar, o Monopólio brinca com a cultura dos millennials. Contudo, nem todos levaram o jogo na brincadeira. Esta edição tem sido alvo de várias críticas, principalmente daqueles que se inserem na geração Y, seja por considerarem que o jogo representa um estereótipo errado ou por considerarem que não é real, pois o dinheiro gasto na renda da casa, transportes e formação não sobra para “colecionar experiências”.

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