Millennials (ainda) veem pirataria e não se arrependem

  • Juliana Nogueira Santos
  • 25 Janeiro 2017

Se pensa que as novas plataformas de streaming vieram mudar os hábitos dos millennials pensa mal. Os millennials continuam ver pirataria e não se sentem culpados, só mudaram a forma como veem.

Se é certo que os hábitos de consumo de entretenimento têm mudado nos últimos anos, há certas coisas que parecem não mudar: mais de metade dos millennials continuam a ver conteúdo pirateado e, desses, cerca de um terço veem esse tipo de conteúdos pelo menos uma vez por mês.

As conclusões são de um estudo feito pela agência de segurança digital Irdeto citado pela eMarketer, no qual também se pode ler que estes não se sentem — de todo — culpados por isso. Assim, 44% dos que veem pirataria dizem que o facto de os produtores de conteúdo perderem dinheiro com esta prática não os demove.

E isto vai ainda mais longe: dos inquiridos, 10% com idades entre 18 e 24 e 14% com idades entre 25 e 34 dizem que a perda de dinheiro das grandes empresas de entretenimento é um dos grandes motivos pelos quais continuam esta prática. Estas são conclusões surpreendentes numa altura em que as alternativas à pirataria são cada vez mais.

Ainda assim, estes dados não são novos, na medida em que vários outros estudos relativos à mesma geração mostraram um panorama muito parecido. A agência Anatomy Media desenvolveu um estudo em meados do ano passado, que apresentou níveis de pirataria ainda mais altos, com 69% dos adultos dos 18 aos 24 anos a verem conteúdo pirateado.

A única mudança significativa que se observa tem a ver com a maneira como os millennials têm acesso aos conteúdos.

Preferências dos millennials relativamente à maneira de aceder a conteúdo pirateado (julho de 2016)

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Enquanto, na década de 2000, quem queria ver um filme ou ouvir uma música transferiam os ficheiros através de torrents, hoje em dia a maioria prefere ter acesso a partir de streams, quer sejam elas em computadores ou em dispositivos móveis. A justificação prende-se com o facto de estes acharem que esta é uma forma menos errada de “piratearem”, visto que não estão a fazer uma transferência concreta para os seus aparelhos.

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