Processos não impedem novo mandato à frente da Mutualista, diz Tomás Correia

  • ECO
  • 18 Novembro 2018

O presidente da Associação Mutualista Montepio tem a "certeza absoluta" que os processos judiciais em curso não o impedirão de cumprir um novo mandato.

Candidato a um quarto mandato à liderança da Associação Mutualista Montepio Geral, Tomás Correia acredita que os processos que decorrem no Banco de Portugal e na Justiça não vão ser entrave a um novo mandato. Para este ano, em entrevista conjunta ao Dinheiro Vivo e à TSF, mostrou-se otimista quanto aos resultados da Mutualista, que deverão ser “marginalmente positivos”, depois dos lucros de 831 milhões de euros registados no ano passado.

Aceitei aquilo que muitas pessoas me foram dizendo e, portanto, convenci-me, de que reúno condições, não só pelo conhecimento que tenho da regulação da atividade seguradora, das exigências que se colocam em termos de solvência I e II e conheço muitíssimo bem aquilo que é um balanço e o modo como se expressa no balanço”, começou por dizer o presidente da Associação Mutualista Montepio Geral, justificando assim a sua recandidatura.

Com os vários processos que tem atualmente no Banco de Portugal e no Ministério Público (MP), Tomás Correia diz ter a “certeza absoluta” de que isso “não impedirá que possa continuar a desenvolver a [sua] atividade na Associação Mutualista, como se comprovará dentro de muito pouco tempo, quando os novos órgãos sociais tomarem posse”.

Quer tenha efeitos retroativos ou não, o novo código não é impeditivo da minha candidatura e nenhuma das situações que alegadamente me são imputadas impede o exercício de funções”, continuou.

“Em menos de 30 dias teremos o processo fechado”

Questionado sobre se a entrada de outras instituições no capital do Montepio já tinha sido formalizada, Tomás Correia respondeu que está tudo em “fase de finalização do processo de entrada das diversas candidaturas”.

Afirmando que havia 50 instituições de economia social disponível para entrar no capital da Caixa Económica, explicou que essa disponibilidade precisa de ser autorizada pelas respetivas assembleias gerais. “Estamos a fechar o processo. Em menos de 30 dias teremos o processo fechado”, garantiu.

Sobre o capital que foi vendido, Tomás Correia diz desconhecer o valor. “Não tenho dúvidas de que (…) estamos a falar de uma marginalidade, de um montante muito pequeno. Nem nunca isso foi preocupação para nós”, disse. “Portanto, para um capital social emitido de 2.420 milhões, estamos a falar de uma marginalidade”, acrescentou.

“Fala-se muito de lesados mas não há lesados do Montepio”

No ano passado, a Associação Mutualista reportou lucros de pouco mais de 830 milhões de euros, depois de, no ano anterior, ter apresentado prejuízos de 150 milhões. Sobre estes resultados, Tomás Correia explicou que “o Montepio foi, provavelmente, a instituição que mais sofreu com a crise”.

“Fomos responsáveis, estivemos à altura das nossas obrigações, não provocamos qualquer lesão aos interesses dos nossos associados e clientes. Fala-se muito de lesados mas não há lesados do Montepio, nunca houve ao longo da nossa história e hoje estamos aqui preparados para o futuro”, afirmou.

Assim, para este ano, as expectativas são “resultados marginalmente positivos”. “Não é coisa que nos preocupe”, disse o presidente.

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