Tomás Correia lança candidatura: “Eu estou cá para preservar o Montepio”

Tomás Correia diz que se candidata para um novo mandato não por causa do salário que recebe na Associação Mutualista, mas porque quer preservar a instituição.

Tomás Correia lançou esta terça-feira a sua candidatura à liderança da Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG) no Capitólio, em Lisboa, afirmando que “não é por dinheiro ou pelo salário” que volta a candidatar-se.

“Disse que aquilo que eu ganho não compensa o sacrifício, as ofensas sistemáticas que eu sofro no desenvolvimento da minha atividade. E digo-lhe mais: não é por dinheiro ou pelo salário que estou no Montepio”, disse à margem da apresentação da Lista A que o atual presidente da AMMG lidera.

“Estou cá porque sou associado do Montepio há mais de 30 anos, porque fui convidado pelo Dr. Silva Lopes para o substituir e eu tenho de honrar tão bem a sua memória para não deixar cair esta instituição. Se fizer um inquérito pelos associados do Montepio seriamente eles dir-lhe-ão que se não fosse o meu trabalho e a mobilização que consegui com toda a gente que talvez não teríamos Montepio hoje. Eu estou cá justamente para preservar o Montepio”, adiantou ainda Tomás Correia.

Com processos em curso no Banco de Portugal e no Ministério Público, o candidato diz-se tranquilo em relação ao desfecho dessas matérias, isto apesar de as listas de oposição duvidarem da idoneidade de Tomás Correia, um requisito essencial quando a AMMG passar para a supervisão financeira da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF).

“A mim não me incomoda rigorosamente nada [haver processos em curso]. Afirmo a minha total tranquilidade relativamente a essas matérias. Não trabalho sobre cenários e relativamente a essa hipótese [de condenação] tenho absoluta tranquilidade”, declarou Tomás Correia. Assegurou que não tem nenhuma limitação decorrente do novo regime de supervisão financeira. “Qualquer iniciado nas lides jurídicas sabe que aquilo que eu digo é rigoroso. É o que decorre da lei”, frisou.

Sobre as candidaturas concorrentes, de Ribeiro Mendes e António Godinho, Tomás Correia não quis comentar, dizendo que “os associados dar-lhes-ão a resposta em função do merecimento que têm“.

A Lista A conta com Tomás Correia para um quarto mandato à frente do conselho de administração da AMMG. Para o conselho geral a cabeça de lista é Maria de Belém, enquanto o padre Vítor Melícias encabeça a lista para a mesa da Assembleia Geral, a qual já lidera de resto. Para o conselho fiscal, a mesma lista conta com o nome de Ivo Pinho, antigo presidente do IFADAP (Instituto de Financiamento e Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura e Pesca).

As eleições para a AMMG, que tem mais de 620 mil associados, acontecem no dia 7 de dezembro.

Além das três listas já anunciadas, há mais uma lista D que concorre apenas para o conselho geral, sendo liderada por António de Andrade.

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