Sporting chama reforços para vender obrigações. Nani e Cédric Soares dizem que já investiram

A quatro dias do fim do prazo de subscrição de obrigações, o Sporting tem reforços de peso a fazer campanha junto dos adeptos leoninos para apoiarem a operação. Nani e Cédric Soares já investiram.

Nani já investiu no empréstimo obrigacionista do Sporting. Num post publicado este domingo na rede social Twitter, à informação de que tinha sido um dos investidores na operação que a SAD leonina leva a cabo até ao próximo dia 22, o capitão sportinguista acrescentou três emojis: um leão, um top e um thumbs up.

Dias antes, também Cédric Soares, que fez a sua formação em Alvalade e joga atualmente pelos ingleses dos Southampton, partilhou uma mensagem naquela rede social a incentivar os adeptos leoninos a apostar em dívida do Sporting. “Porque acredito no clube que me formou como homem e jogador #sportingclubedeportugal”, disse o lateral, que por estes dias está ao serviço da seleção nacional, juntando no seu post o cartaz com o qual o Sporting faz publicidade à operação financeira.

A menos de quatro dias do fim do prazo de subscrição de obrigações da Sporting SAD 2018/2021, multiplicam-se as ações de promoção no seio do universo sportinguista apelando ao sentimento e, sobretudo, aos euros dos adeptos para financiar o clube em 30 milhões de euros, dinheiro importante para fazer face ao reembolso de um outro empréstimo de 30 milhões que vence no dia 26.

Parece valer quase tudo para apelar ao sentimento de união entre leões e não deixar o assunto “morrer” junto dos jornais, incluindo dizer que os bancos estão a boicotar a comercialização do empréstimo obrigacionista.

“O Sporting não está a ter o apoio a nível de comunicação, nem de comercialização dos bancos colocadores, nomeadamente, dos três maiores bancos, que, tipicamente, comunicam e participam a operação e desta vez estão completamente passivos”, disse Francisco Salgado Zenha, administrador financeiro da SAD na semana passada, tendo adiantado que, por causa disso, o clube reforçou a comunicação da operação. Por estes dias são muitos os anúncios de publicidade na televisão, internet, rádio e outros meios a dar notoriedade ao empréstimo.

Também os chamados “notáveis” do Sporting vieram esta segunda-feira para o terreno para chamar a atenção para a necessidade de ajudar o clube. “Temos até quinta-feira para subscrever o empréstimo obrigacionista. O montante mínimo de subscrição é de 100 euros. Apelamos aos sócios e simpatizantes para que acorram em massa a fazer esta subscrição”, referiu Tito Arantes Fontes, presidente do grupo Stromp, que reúne alguns dos sócios mais reconhecidos do clube, como José Roquette, Filipe Soares Franco ou Alexandre Soares dos Santos.

“O que temos é um novo empréstimo obrigacionista, que tem a ver com o ressarcir do anterior, como todos os clubes fazem. Queremos deixar uma palavra de tranquilidade, mas ao mesmo tempo fazer este apelo, pois é necessário que o empréstimo seja subscrito”, acrescentou Arantes Fontes, após um encontro esta manhã com o presidente do Sporting, Frederico Varandas.

O prazo para subscrever obrigações do Sporting termina esta quinta-feira, às 15h00. A SAD leonina oferece uma taxa de juro de 5,25% por estes títulos que têm a maturidade de três anos.

No prospeto da operação, os leões indicaram que tem fundos próprios de 15 milhões de euros, pelo que só necessitam de levantar outros 15 milhões para procederem ao reembolso de outro empréstimo obrigacionista contraído no mercado há três anos e que já foi alvo de uma moratória em maio passado devido à crise no clube.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Sporting chama reforços para vender obrigações. Nani e Cédric Soares dizem que já investiram

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião