Com o Brexit à porta, número de casas por vender em Londres toca recorde

O Brexit tem vindo a arrefecer o mercado imobiliário britânico. E Londres não escapa. O número de imóveis por vender nunca foi tão elevado.

Se o imobiliário de Lisboa promete ser o centro das atenções no próximo ano, para Londres o cenário não é assim tão positivo. O número de casas por vender na capital britânica está em níveis recorde, numa altura em que o mercado imobiliário começa a apresentar sinais de arrefecimento depois de um boom de vários anos. Este cenário acontece à medida que aumentam as incertezas sobre o Brexit.

A 30 de setembro, eram 2.374 as casas construídas mas que estavam por vender em Londres, o número mais alto de sempre, largamente acima das 1.594 habitações observadas no final do ano passado, de acordo com os dados da Molior London, citados pela Bloomberg (conteúdo em inglês). Wandsworth e Croydon são os bairros mais afetados da capital britânica, com o maior número de casas por vender.

Casas por vender nos bairros de Londres

Este cenário tem estado a acentuar-se à medida que as vendas de casas começam a cair, depois de um boom de vários anos. “Uma parte deste excesso acumulou-se porque se trata do produto errado, ao preço errado, consoante aquilo que as pessoas querem e podem comprar”, diz Tim Craine, fundador da Molior London. “Fora isso, é uma questão de mau timing, fruto da desaceleração do mercado devido ao Brexit”, completa.

Isto acontece numa altura em que aumentam as incertezas à volta do divórcio entre o Reino Unido e a União Europeia, que tem pressionado o mercado imobiliário. Além disso, os preços têm estado fora do alcance de vários potenciais compradores, diz a Bloomberg.

Em outubro, os preços das casas no Reino Unido caíram pela primeira vez desde 2011, de acordo com dados da Rightmove, principalmente no centro. No país, os preços caíram 0,2% enquanto em Londres essa queda foi mais acentuada (2,4% no ano). Os preços das residências na capital recuaram 6,9% num ano para uma média de 1,3 milhões de libras (1,5 milhões de euros).

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Com o Brexit à porta, número de casas por vender em Londres toca recorde

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião