Ursos dão dentada na Apple. Atacam tecnológicas em Wall Street

Ações da fabricante dos iPhone já perdem mais de 20% desde o máximo que atingiram no mês passado e entram em pleno bear market. Ursos estão atacar principais tecnológicas em Wall Street.

Os ursos estão a atacar a Apple, que é como quem diz, as ações da fabricante dos iPhone acumulam uma queda de 20% desde que atingiram um valor máximo no início do mês passado. O mau desempenho da tecnológica volta a pressionar Wall Street esta terça-feira. Mas não é o único fator a introduzir incerteza entre os investidores.

No caso da Apple, depois de ter revisto em baixa as previsões de vendas para o último trimestre do ano, que coincide com a época natalícia, uma notícia do Wall Street Journal veio atirar mais uma “acha para fogueira”: a companhia reduziu a produção dos modelos de iPhone que foram lançados em setembro, num sinal de que a procura pelo seu produto de topo não está a corresponder às expectativas.

Na abertura da sessão, as ações cedem 3,56% para 179,24 dólares, isto depois de terem afundado 4% na sessão anterior. Com estas quedas acentuadas, a Apple elevou para mais de 20% a queda face ao último pico.

Outras tecnológicas do chamado grupo FAANG também sucumbem à pressão. Facebook, Amazon, Netflix e Alphabet (dona do Google) perdem mais de 1% e estão também perto de entrar em terreno ocupado pelos ursos (em teoria, bear market corresponde a uma situação em que a ação perde mais de 20% desde o máximo dos últimos seis meses).

É neste cenário que o tecnológico Nasdaq perde 2,35% para o valor mais baixo desde 4 de abril. Também o índice de referência mundial, S&P 500, cai 1,42%. E o industrial Dow Jones recua 1,71%.

“Os investidores parecem ter duas preocupações principais: uma é a ansiedade em relação à narrativa das tensões comerciais, a outra tem a ver com o que a Fed vai fazer a seguir”, explicou Hussein Sayed, estratega da FXTM.

“Com os três grandes índices a negociar abaixo das médias móveis dos últimos 100 dias e 200 dias e as ações do grupo FAANG em bear market, é preciso uma sólida mudança nos indicadores fundamentais para reanimar a confiança”, acrescentou.

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