“Choque” petrolífero derruba Wall Street

Barril de "ouro negro" está a pressionar bolsas americanas após feriado do Dia de Ação de Graças. Petrolíferas como Chevron e Exxon cedem mais de 2%. Sessão americana termina mais cedo, pelas 18h00.

Após o Dia de Ação de Graças, Wall Street voltou a abrir esta sexta-feira e, a julgar pelos primeiros minutos de negociação, os investidores não regressaram do feriado com grande entusiasmo. No mercado petrolífero, a cotação do barril está a afundar 7% para mínimos de mais de um ano e contagia as bolsas do outro lado do Atlântico, isto antes da decisiva reunião entre EUA e China sobre o braço de ferro no comércio que terá lugar durante o encontro do G20 na próxima semana.

Ainda que se espere que o volume de transações venha a ser mais reduzido face ao habitual, uma vez que Wall Street terá uma sessão mais curta, fechando às 18h00 (horas de Lisboa), o dia não começou com o pé direito. Perante a derrocada dos preços do petróleo, os principais índices foram arrastados. O S&P 500, o índice de referência mundial, perde na abertura 0,60% para 2.633,36 pontos. Também o tecnológico Nasdaq e o industrial Dow Jones cedem 0,76% e 0,52%, respetivamente.

Em Nova Iorque, o contrato WTI está a ceder 7% para 50,80 dólares. No mercado londrino, o contrato Brent desvaloriza 5% para baixo dos 60 dólares, isto perante o cenário global de excesso de oferta que, conjugado com as perspetivas de menor consumo perante o arrefecimento da economia mundial, pressiona as cotações do “ouro negro”. Por outro lado, a OPEP já disse que pretende baixar a produção de petróleo para equilibrar os preços, mas os investidores estão a sinalizar que os cortes previstos não serão suficientes para retirar os barris a mais no mercado.

Neste cenário, são as cotadas do setor petrolífero quem mais seguem sob pressão. A Exxon Mobil e a Chevron cedem mais de 2%. A Marathon Oil tomba 4%. Enquanto isso, fornecedores de serviços nos campos petrolíferos como a Schlumberger perde 2,8%.

Destaque ainda para as ações da Tesla, que recuam 1,62% para 332,70 dólares. A fabricante de automóveis elétricos anunciou esta quinta-feira que vai reduzir os preços dos carros na China para compensar o aumento das tarifas naquele mercado, na sequência da guerra comercial entre Washington e Pequim.

De resto, os investidores esperam novidades da próxima reunião do G20, que se realiza na próxima semana em Buenos Aires, Argentina. Espera-se que Donald Trump e Xi Jinping promovam encontros à margem para discutir a disputa comercial entre ambas as economias.

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