Guest Ready: esta startup gere o seu alojamento local por si

Nasceu há dois anos e chega agora a Portugal. Esta startup quer facilitar a vida aos hosts para que seja simples ter uma casa anunciada numa plataforma de alojamento local.

Mesmo com as medidas anunciadas pelo Governo para travar o alojamento local, são cada vez mais os edifícios que se tornam em residências temporárias para turistas. Foi a olhar para este cenário que nasceu a Guest Ready, uma startup criada a pensar nos proprietários que não têm tempo para tratar dos pormenores da estadia com os hóspedes. As horas do check-in e do check-out, a entrega das chaves e até a limpeza das casas vai deixar de ser um problema para os proprietários que não têm tempo a perder.

Alexander Lampert costumava colocar a casa no Airbnb porque raramente lá estava. “Eu sempre fui uma pessoa muito ocupada, viajava com muita frequência e comecei a alugar a minha casa no Airbnb. Mas, durante esse tempo, percebi que havia muitas dificuldades para os hosts, especialmente quando não estão lá fisicamente ou quando não têm muito tempo“, conta ao ECO o CEO e cofundador da Guest Ready.

"Muitas vezes temos de pedir a amigos ou a vizinhos para limpar o apartamento ou para entregar as chaves aos hóspedes. Foi quando decidi criar um serviço que ajudasse os hosts que não têm muito tempo para tratar dos hóspedes e das suas propriedades.”

Alexander Lampert

CEO e cofundador da Guest Ready

“Muitas vezes temos de pedir a amigos ou a vizinhos para limpar o apartamento ou para entregar as chaves aos hóspedes. Foi quando decidi criar um serviço que ajudasse os hosts que não têm muito tempo para tratar dos hóspedes e das suas propriedades“.

Foi então que, no início de 2016, nasceu a Guest Ready, uma plataforma que ajuda qualquer proprietário a alugar a sua propriedade numa plataforma como o Airbnb ou o Booking. “Consegue tornar qualquer propriedade num alojamento local e oferece várias vantagens aos proprietários”, continua Alexander. Entre os serviços da startup podem destacar-se a criação de um anúncio, fotografias, comunicação e seleção de hóspedes, receção e entrega de chaves, otimização de preço, limpeza, roupa de cama e lavandaria e manutenção de propriedade, lê-se no site.

Alojamento local gerido pela Guest Ready.

Porquê o nome “Guest Ready”? “Porque conseguimos tornar qualquer propriedade numa propriedade pronta para os hóspedes”, explica Alexander ao ECO, que descreve a startup como “confiável”.

Reino Unido, França, Hong Kong, Dubai, Malásia e… Portugal

A Guest Ready está atualmente presente em cinco países — Reino Unido, França, Hong Kong, Dubai e Malásia — e, agora, chega a Portugal. “Fizemos um teste em que analisámos diferentes mercados de acordo com os seus tamanhos, número de turistas, preços do serviços, etc.. Foi com essa análise que, tanto o Porto como Lisboa se destacaram. São mercados bastante atrativos para as empresas que queiram investir, com muitos bons acessos e bons ecossistemas em termos de tecnologias“, explica o CEO da startup.

"Temos atualmente uma equipa de dez pessoas em Portugal. No próximo ano queremos crescer até às 30 pessoas, principalmente no Porto e em Lisboa e, nos próximos cinco anos, queremos chegar às 100.”

Alexander Lampert

CEO e cofundador da Guest Ready

As duas cidades mais famosas do país são um “bom começo” para a Guest Ready, diz Alexander. “Mas Portugal tem muito mais do que isso. Estamos a olhar para as zonas do Algarve, Madeira e Açores e até para outras cidades mais pequenas como Coimbra. Todas têm muito potencial. Também acreditamos que o Alentejo e o Douro são boas localizações”.

Alexandrer Limpert, cofundador e CEO da Guest Ready

Acabada de chegar a território nacional, a Guest Ready já conta com uma equipa de dez pessoas. “No próximo ano queremos crescer até às 30 pessoas, principalmente no Porto e em Lisboa e, nos próximos cinco anos, queremos chegar às 100”, afirma. O mercado do alojamento local em Portugal é uma “fantástica oportunidade” para implementar uma plataforma como esta, diz o cofundador. O elevado número de turistas, os edifícios restaurados e a disponibilidade dos centros das cidades para o alojamento local são algumas das vantagens. “Estamos a criar muitos empregos e, ao mesmo tempo, é algo muito positivo para a cidade”, remata.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Guest Ready: esta startup gere o seu alojamento local por si

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião