Tréguas na guerra comercial puxam por Wall Street. Apple brilha

As bolsas do outro lado do Atlântico encerraram em alta, impulsionadas pelas tréguas comerciais entre os EUA e a China. No setor tecnológico, o destaque foi para a Apple.

As bolsas norte-americanas começaram bem a semana, iniciando e terminando a negociação em terreno positivo. Na origem dos ventos favoráveis estão as tréguas na guerra comercial entre os Estados Unidos da América (EUA) e a China, que estão a deixar os investidores novamente otimistas. O destaque foi para o índice tecnológico, fortemente impulsionado pelos ganhos da Apple.

O S&P 500 encerrou a primeira sessão da semana a somar 1,10% para 2.790,48 pontos. Já o tecnológico Nasdaq avançou 1,51% para 7.440,92 pontos e o industrial Dow Jones, por sua vez, valorizou 1,13% para 25.827,96 pontos.

“Hoje, trata-se de celebrar, sobretudo, o facto de os EUA e a China terem concordado em adiar o que poderia ter sido o cenário mais pessimista no que toca às relações comerciais [entre os dois países]”, disse Michael Arone, chefe de investimento estratégico da State Street Global Advisors, citado pela Reuters.

Ainda assim, Arone reforça que “há ainda algumas questões muito complicadas que precisam de ser resolvidas” entre as as duas maiores economias do mundo. “Ainda temos um longo caminho a percorrer para termos o que é um acordo de negociação entre os EUA e a China”.

Contudo, a esperança dos investidores falou mais alto e o acordo depressa pintou de verde as bolsas norte-americanas. Nas tecnológicas, o destaque foi para a Apple, que encerrou a sessão a valorizar 3,49% para os 184,82 dólares.

A empresa liderada por Tim Cook contribuiu para os ganhos do índice tecnológico, com os investidores a respirarem de alívio, tendo em conta que o Presidente norte-americano já tinha dito que as próximas taxas na guerra comercial poderiam afetar, também, os telemóveis da marca, os iPhones.

No setor industrial, destaque também para os títulos da Boeing e da Caterpillar, que encerraram a negociação a somar 3,78% e 2,42%, respetivamente. As duas empresas deram um forte impulso ao índice industrial.

O petróleo, por sua vez, registou ganhos, perante a expectativa de alguns países exportadores de petróleo anunciem um corte de produção diária de barris, com o objetivo de ajustar a oferta à procura. O Canadá — que é o quinto maior produtor de petróleo do mundo — anunciou uma redução de 8,7% na produção do “ouro negro” a partir de janeiro de 2019.

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