Fábrica de Startups atravessa o oceano e quer acelerar 130 startups no Brasil em 2019

A Fábrica de Startups atravessou o Atlântico e instalou-se no Brasil. A nova sede resulta de um investimento de cinco milhões de reais e tem como objetivo acelerar 130 startups no próximo ano.

Ao fim de três anos a trabalhar em terras brasileiras, a Fábrica de Startups instala-se, finalmente, no Brasil. Localizada mesmo no centro do Rio de Janeiro, a nova sede com mais de três mil metros quadrados vai ser casa para várias startups e empresas de renome naquele país. A Fábrica de Startups Brasil, como se chama, foi inaugurada na semana passada e tem como meta acelerar 130 startups no próximo ano.

É realmente um espaço espetacular, com uma equipa ótima. Inserida no edifício Aqua, perto de Rio Maravilha, fica mesmo no centro do Rio de Janeiro”, conta ao ECO António Lucena de Faria, CEO da Fábrica de Startups. “Já estávamos no Brasil há cerca de três anos, através da parceria que temos com as mesmas pessoas. Mas faltava um sítio onde pudéssemos ter as equipas, fazer a incubação e realizar os programas”.

“No Brasil há, não só excelentes empreendedores para desenvolver os projetos, como também existem empreendedores com vontade de se expandirem“, continua o fundador da Fábrica de Startups. A nova sede, com 3.700 metros quadrados, conta com um “escritório novo, inserido no edifício mais moderno do Rio de Janeiro. É incrível”, descreve ao ECO Hector Gusmão, CEO da Fábrica de Startups Brasil.

Para o brasileiro, empreendedor desde 2010, “o ecossistema do Brasil tem amadurecido muito”. Cruzou-se com a “Fábrica portuguesa” em 2015, quando esta estava a selecionar startups brasileiras e a dele foi a selecionada. “Foi aí que conheci o trabalho deles e comecei a negociar a vinda deles para cá”, diz Hector. “Temos tido muitos unicórnios e grandes empresas interessadas em inovar e trazer metodologia de Portugal para cá. A experiência que se acumulou é muito importante para se ajudarem as startups no Brasil”.

"O Brasil é um país muito grande, com muitos empreendedores, com um ambiente bem mais agreste e difícil, mas também com um mercado muito maior, principalmente no digital. Estamos, de facto, muito entusiasmados.”

António Lucena de Faria

CEO e Fundador da Fábrica de Startups

Para António Faria, as expectativas em relação ao país do samba passam por “desenvolver a atividade com mais intensidade do que aquela que se tem conseguido até agora em Portugal”. “O Brasil é um país muito grande, com muitos empreendedores, com um ambiente bem mais agreste e difícil, mas também com um mercado muito maior, principalmente no digital. Estamos, de facto, muito entusiasmados”, diz.

Atravessar o Atlântico. Mais startups aceleradas

Este ano, a Fábrica de Startups Brasil acelerou 62 startups mas, no próximo ano, a nova sede vai permitir acelerar 130. “Vamos trabalhar com dez grandes empresas de diferentes mercados”, entre as quais a Embratel, uma gigante da telecomunicação, a Aliansce Shopping Center e a Petrobras. “Isto vai ser um espaço para as startups trabalharem entre três a seis meses. Será um lugar criativo onde vamos conectá-las com os investidores”, conta Hector.

Atualmente, a nova sede conta com uma equipa de dez pessoas. A travessia do Atlântico resultou de um investimento de cinco milhões de reais (1,13 milhões de euros), estando estabelecida uma meta de 50 milhões de reais (11,25 milhões de euros) em negócios entre startups e grandes empresas.

Temos ajudado essas empresas a vir para Portugal e a entender como podem expandir os seus negócios a partir de Portugal para a Europa e para outros países, incluindo o Brasil.

António Lucena de Faria

CEO e Fundador da Fábrica de Startups

Mas não é só no Brasil que a “fábrica portuguesa” atua. Atravessando a Europa, está em Macau, onde tem uma parceria com a Direção de Serviços de Economia do Governo de Macau. “Consiste em trazer a cada duas semanas empresas da região, não só de Macau, mas daquela região toda”, conta o CEO. “Temos ajudado essas empresas a vir para Portugal e a entender como podem expandir os seus negócios a partir de Portugal para a Europa e para outros países, incluindo o Brasil”.

Ainda sobre Macau, “a direção tem sido de lá para cá mas também queremos começar a ajudar algumas destas startups portuguesas ou de outras nacionalidades a entrar na China através de Macau“, continua.

Para já, a Fábrica de Startups está presente em três mercados e é o suficiente. “A nossa estratégia consiste em manter o nosso foco nestes três continentes. Isso já nos dá imenso trabalho”, diz António. “A posição desde o início é transformarmo-nos num canal que permitisse o intercâmbio entre estas três geografias. E é isso que queremos continuar a fazer, trazer empreendedores do Brasil que queiram entrar na Europa através de Portugal, ou ir para a China através de Portugal. Ou no outro sentido”, remata.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Fábrica de Startups atravessa o oceano e quer acelerar 130 startups no Brasil em 2019

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião