Startup portuguesa vence programa de inovação alimentar entre 1000 concorrentes

Agri marketplace venceu o Food Accelerator Network Programme entre mais de mil concorrentes. Prémio de 60 mil euros vai servir para consolidar e expandir a base de clientes na Europa e nos EUA.

A distância entre o campo onde são produzidos os alimentos e a sua casa pode estar num simples clique. A Agri Marketplace, startup portuguesa, encarrega-se de simplificar o processo. E a ideia saiu vencedora do Food Accelerator Network Programme, uma competição do Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia, entre mais de 1.000 concorrentes. Como prémio, a empresa recebeu 60 mil euros que vão servir para “consolidar e expandir a base de clientes existente na Europa e nos EUA”.

A startup dedica-se à venda online de produtos agrícolas e facilita a relação entre a oferta e a procura: os fornecedores inserem informação sobre os produtos que têm disponíveis para vender na plataforma e os potenciais compradores consultam essas ofertas e podem dizer-lhes se estão interessados. A plataforma integra questões como qualidade, rastreabilidade (via blockchain), logística, segurança no pagamento e seguros.

Tiago Pessoa, CEO e cofundador do Agri Marketplace, sublinha em comunicado a importância do prémio como “reconhecimento do percurso já realizado”, assim como o valor da participação no programa Mass Challenge/EIT Fan, na Suíça. Uma das apostas da startup é ligar diretamente os clientes aos produtores com uma lógica de comércio justo e redistribuição de valor na cadeia agroalimentar.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Startup portuguesa vence programa de inovação alimentar entre 1000 concorrentes

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião