Seca foi extrema, mas a agricultura teve um ano histórico. Produção de azeite atingiu recorde

  • ECO
  • 20 Julho 2018

O Alentejo foi a principal região produtora, com quase três quartos da produção em 2017. Produz mais de metade do azeite nacional desde 2009.

O ano agrícola de 2016/2017 foi marcado pela seca, mas conseguiu mesmo assim atingir produções recorde de maçã, cereja, kiwi, laranja e amêndoa. O azeite atingiu máximos históricos, ao ultrapassar os 1,47 milhões de hectolitros, a campanha mais produtiva desde que há registo.

2017 foi o segundo ano mais quente desde 1931, e o terceiro mais seco. Mesmo assim, o resultado final da atividade produtiva agrícola cresceu 6,5% no ano passado, depois de ter reduzido em 2016, de acordo com os dados do INE.

A estabilização dos preços base e o aumento do consumo intermédio, no qual os preços não subiram muito, ajudaram a criar condições favoráveis para os agricultores. O Alentejo foi a principal região produtora, com quase três quartos da produção em 2017. O Alentejo produz mais de metade do azeite nacional desde 2009.

Quanto à produção carne, que totalizou 889 mil toneladas, diminuiu 0,4% comparada com 2016. Produziram-se menos carnes vermelhas, como bovinos e suínos, mas mais carnes brancas, num aumento de 5,3% da carne de animais de capoeira, como perus e patos. O mercado interno contribuiu em 2017 com 76,7% da quantidade de carne necessária para satisfazer as necessidades nacionais de consumo

Para o ano agrícola atual prevê-se um aumento generalizado da produtividade dos cereais de outono/inverno. Já para as culturas de primavera/verão, que registaram atrasos nos trabalhos de instalação, estimam-se rendimentos unitários próximos dos alcançados em 2017.

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