Juros dos novos créditos da casa abaixo de 1,5%. É um novo mínimo desde 2009

A taxa de juro implícita nos novos créditos para a compra de casa fixou-se em junho nos 1,49%, em média. Trata-se do patamar mais baixo desde pelo menos o início de 2009.

A taxa de juro média dos novos empréstimos para a compra de casa atingiu um novo mínimo histórico, caindo pela primeira vez abaixo de 1,5%, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE) nesta sexta-feira. Este novo mínimo insere-se num contexto de juros negativos e spreads que continuam em queda. Na totalidade dos contratos, pelo contrário, a taxa de juro subiu para máximos de novembro de 2016.

De acordo com o INE, a taxa de juro média implícita nos contratos de crédito à habitação celebrados nos últimos três meses caiu em junho pelo quarto mês consecutivo, para fixar-se nos 1,427%. Trata-se de um novo mínimo tendo em conta um histórico cujo início remonta a janeiro de 2009.

Taxa de juro nos novos créditos em mínimos

Este novo mínimo dos juros nos novos contratos de crédito acontece num cenário de renovadas descidas dos spreads mínimos disponibilizados pelos bancos nos empréstimos para a compra de casa. No conjunto de bancos que dão crédito em Portugal, as margens mínimas caem no intervalo entre 1,15% e 1,5%.

Rumo diferente teve a taxa de juro implícita no conjunto dos créditos à habitação concedidos em Portugal. Esta subiu de 1,031%, em maio, para 1,032% em junho. Trata-se do valor mais elevado desde novembro de 2016.

Os dados do INE dão ainda conta de que a prestação média vencida foi 241 euros naquele mês, mais 1 euro que em maio. Já o capital médio em dívida para a totalidade dos contratos de crédito à habitação aumentou 56 euros para 51.908 euros.

(Notícia atualizada às 11h47 com mais informação)

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