Britânica ASOS derrapa 40%. Arrasta retalhistas europeias para mínimos de 2016

A revisão em baixa das estimativas de vendas anuais da retalhista online britânica após um novembro dececionante não agradou aos investidores. Mas as outras retalhistas também sofrem.

As vendas para o Natal não estão a correr de feição às retalhistas europeias, que parecem acusar os receios económicos. Que o diga a ASOS, cujas ações sofrem um desaire nesta segunda-feira. Registam perdas de mais de 40%, após a revisão em baixa das estimativas de vendas anuais depois de um novembro dececionante em termos de vendas para a retalhista online britânica. O setor europeu recua para mínimos de 2016, arrastando as ações do Velho Continente para o vermelho.

A ASOS anunciou nesta segunda-feira um profit warning relativamente às suas vendas anuais após aquilo que classificou como uma “deterioração significativa” do seu negócio em novembro. Daí resultou que passasse a estimar um crescimento das suas vendas na ordem dos 15%, para o período de 2018/2019, abaixo do intervalo entre 20-25% anteriormente previsto.

Resultado: as suas ações desvalorizam 41%, para as 2,50 libras, um mínimo de mais de três anos (setembro de 2015), na bolsa britânica.

ASOS derrapa em bolsa

Fonte: Reuters

Em virtude dessa desvalorização, a ASOS encolheu 1,3 mil milhões de libras (cerca de 1,45 mil milhões de euros) de valor de mercado apenas nos primeiros minutos de negociação desta segunda-feira.

A retalhista britânica do setor da moda com vendas em mais de 230 países, foi a mais recente cotada do setor europeu a dar sinais negativos devido à fraca operação nas vendas antes do Natal. Tal já aconteceu com a Sport Direct ou a Dixons Carphone.

As retalhistas são, aliás, as que mais condicionam o rumo das ações europeias nesta primeira sessão da semana, ao recuarem para mínimos e julho de 2016.

A H&M, outra das maiores retalhistas do Velho Continente, não escapa a esse sentimento negativo. Vê as suas ações deslizarem 3,8%, apesar de até ter reportado vendas em linha com o esperado.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Britânica ASOS derrapa 40%. Arrasta retalhistas europeias para mínimos de 2016

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião