“Coletes amarelos” no Porto desmobilizaram na zona dos Aliados

  • Lusa
  • 21 Dezembro 2018

Os cerca de 100 manifestantes já se retiraram da Avenida dos Aliados, onde tentaram bloquear o trânsito.

Os cerca de 100 participantes no protesto dos “coletes amarelos” na cidade do Porto desmobilizaram na zona dos Aliados, sem que se registassem mais incidentes com as autoridades, constatou a Lusa no local.

Os manifestantes, que rumaram do Nó de Francos, na zona da Boavista, chegaram pelas 12:30 à avenida dos Aliados, onde acabaram por desmobilizar pouco antes das 13:00, ficando apenas sete pessoas a conversar.

No trajeto para os Aliados, os manifestantes deslocaram-se dentro de uma “caixa de segurança” delimitada pela polícia.

O protesto dos “coletes amarelos” iniciou-se no Porto cerca das 07:30, com mais de 100 manifestantes na rotunda do Nó de Francos, no acesso à cidade, onde distribuíram panfletos aos automobilistas, alguns dos quais reclamaram por terem de abrandar.

No panfleto, uma das frases apelava a “Chega de gozar com o povo”. Os manifestantes não estavam a impedir a circulação, embora alguns atravessassem constantemente nas passadeiras, fazendo aumentar os abrandamentos do trânsito.

A polícia identificou durante a manhã oito manifestantes no protesto dos “coletes amarelos”, junto à rotunda do Nó de Francos, disse à agência Lusa fonte da Direção Nacional da PSP.

Os manifestantes foram identificados por “apresentarem tarjas ofensivas e demonstrarem uma postura agressiva”, explicou a fonte policial, acrescentando que um dos elementos foi levado para a esquadra, para verificação, por vestir um colete à prova de bala.

Os protestos dos “coletes amarelos” em Portugal foram convocados por vários grupos através das redes sociais, com inspiração nos movimentos contestatários das últimas semanas em França.

Um dos grupos, Movimento Coletes Amarelos Portugal, num manifesto divulgado na quarta-feira, propõe uma redução de impostos na eletricidade, com incidência nas taxas de audiovisual e emissão de dióxido de carbono, uma diminuição do IVA e do IRC para as micro e pequenas empresas, bem como o fim do imposto sobre produtos petrolíferos e redução para metade do IVA sobre combustíveis.

A lista das manifestações dos “coletes amarelos” na área de atuação da PSP somava 25 protestos em 17 locais das principais cidades do país.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

“Coletes amarelos” no Porto desmobilizaram na zona dos Aliados

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião