Luxo do A8 com uma pitada desportiva. É assim o A7

Quando foi lançado ditou uma moda que com o passar dos anos ganhou mais adeptos. Agora mantém os condimentos, mas traz uma pitada extra de tecnologia.

Quando se anda de A8 não se quer outra coisa. É um Audi de luxo, com todos os requintes que se pode esperar de uma marca como a das argolas. Além do bling, há muito espaço, mas também conforto e entretenimento a bordo. É um carro que quase pede para para nos sentarmos no banco de trás… Mas quem gosta de meter as mãos no volante, sem descurar tudo o que há no topo de gama, encontra solução um “tamanho” abaixo. No A7.

O anterior já tinha uns anos, sofrendo apenas uma lavagem de cara ligeira em 2014. Mesmo assim, as suas linhas conseguiriam conquistar muitos condutores que não resistem a um coupé, mas não dispensam as portas todas que um automóvel deve ter. Um estilo que a marca das argolas ousou aplicar a um modelo de topo e que acabou por resultar, fazendo escola tanto em modelos de menores dimensões como de fabricantes rivais.

Resultou. E, por isso, na nova geração não podia fugir à receita. Continua a ser uma berlina comprida quanto baste (tem 4,97 metros de uma ponta à outra), com um perfil reduzido ao máximo. Mas agora com todo um desenho bem mais atual, mas também mais desportivo. Os rasgos no para-choques dianteiro, logo abaixo das óticas esguias, dão um mote para uma traseira que passou a ser reconhecível em qualquer parte do mundo. A linha de luz vermelha que atravessa a bagageira assenta que nem uma luva no novo A7.

Um festival de luz. E de luxo

Todos aqueles LED acesos de cada vez que se carrega no pedal do travão dão espetáculo para quem segue atrás, ficando o condutor com o festival que acontece nas óticas dianteiras de cada vez que se tranca ou destranca o A7. É toda uma coreografia de luz branca que faz recordar o velhinho Kitt. O ondular de luz de um lado para o outro é um deleite para para quem aprecia estas mordomias, mas não o único.

Tal como acontece no A8, no A7 há, no interior, espaço para todos os ocupantes, podendo os cinco desfrutarem de assentos extremamente confortáveis. E o ambiente mais escuro patrocinado por um forro interior cinzento escuro faz sobressair a atenção ao detalhe dado pela marca com a iluminação LED. Mas, neste ambiente, salta obviamente à vista a luminosidade dos vários ecrãs encastrados no tablier. O central, o maior deles, é um “faz tudo”. E, como se por magia, responde aos pequenos gestos com as mãos.

O outro, atrás do volante em pele perfurada, é personalizável ao gosto de quem o conduz. Tanto dá para ter um mapa gigante como a informação mais minimalista possível. Ou então, o look mais racing, um dos que melhor assenta num A7, especialmente tendo em conta que debaixo do pé direito estão muitos cavalos. O 50 TDI que o ECO ensaiou traz um bloco diesel de 3.0 litros com 286 cv acoplados a uma caixa quattro tiptronic de oito velocidades.

Soltar os cavalos. São muitos

O motor ensaiado é exatamente o mesmo que o que se encontra na versão diesel do A8, mas estamos a falar de automóveis que apesar de serem ambos de luxo têm objetivos marcadamente diferentes. O A7 pede para ser conduzido. É um carro de grandes dimensões, mas assim que se carrega no acelerador transmite a quem agarra no volante a sensação de que está ali um pocket rocket pronto para a diversão.

O V6 a gasóleo parece outro debaixo do capot do A7, impelindo o condutor a conquistar cada centímetro de asfalto mais rapidamente. Tem muita alma. Mas tanto pode ser um desportivo como um executivo. Basta aliviar a pressão no pedal direito e temos um A7 suave, elegante, que desliza pelas ruas de qualquer cidade.

A apetência do condutor por maior ou menor velocidade acaba por ser a diferença entre consumos dignos de um V6 ou os de um qualquer citadino, de menores dimensões. O A7 consegue ser muito poupado, com consumos abaixo dos seis litros por cada 100 km. Impressionante! A fatura para o comprar é que não é tão amiga da carteira. Os preços começam nos 95 mil euros, mas facilmente chegam aos 110 mil euros, tal como na versão ensaiada pelo ECO.

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