Petróleo recupera. Depois de baixar dos 50 dólares já sobe 7%

  • Guilherme Monteiro
  • 26 Dezembro 2018

Depois de ter renovado mínimos, abaixo da fasquia dos 50 dólares em Londres, o que não acontecia desde meados de 2017, o petróleo está agora a recuperar 7%.

Depois de ter renovado mínimos, abaixo da fasquia dos 50 dólares em Londres, o que não acontecia desde meados de 2017, o petróleo está agora a registar uma forte recuperação. O Brent dispara mais de 7%, tendência seguida pelo West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque.

O Brent chegou a cair 1,1% para 49,93 dólares por barril durante a sessão, traduzindo os receios dos investidores quanto ao abrandamento da economia global, que poderá levar a uma quebra na procura pela matéria-prima. Esta queda, que elevou para mais de 40% a desvalorização desde os últimos máximos, deu, depois, lugar a uma recuperação expressiva.

A puxar pelos preços, levando o Brent a ganhar 6,56% para 53,78 dólares e o WTI a subir 7,31% para 45,62 dólares, está a recuperação dos mercados acionistas norte-americanos, após quedas expressivas nas últimas sessões. Mas também sinais de que a oferta poderá encolher em breve.

Petróleo dispara após novos mínimos

A OPEP+, que inclui a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e outros aliados, deu sinais de que os seus parceiros, incluindo a Rússia, poderiam voltar a reunir novamente para discutir restrições à produção.

Aliás, o ministro da Energia russo, Alexander Novak, tentou tranquilizar os investidores, dizendo esta terça-feira que o mercado será mais estável no primeiro semestre de 2019 devido ao acordo da OPEP+ e garantindo que os produtores estão prontos a reagir caso a situação se altere.

“Há vários fatores a pesar no mercado petrolífero e a situação não irá melhorar proximamente. O atual bear market irá provavelmente continuar por algum tempo”, diz Satoru Yoshida. Mas “os preços poderão subir se a OPEP+ fizer algum anúncio sobre medidas específicas”,salientou o analista de matérias-primas da Rakuten Securities, em declarações à Bloomberg.

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