Hoje nas notícias: BCP, Salgado, Sport TV e dinheiro

  • ECO
  • 27 Dezembro 2018

Dos jornais aos sites, passando pelas rádios e televisões, leia as notícias que marcam o dia.

As primeiras páginas de todos os jornais estão dominadas pelo veto do Presidente da República ao diploma do Governo que contava apenas dois anos, nove meses e 18 dias do tempo de serviço congelado dos professores. Mas há mais. O Ministério Público impede que a defesa de Ricardo Salgado consulte na íntegra os autos do processo, nomeadamente as escultas telefónicas; o BCP realizou um aumento de capital de 47 milhões de euros no ActivoBank, a Força Aérea tem um heli parado porque não tem dinheiro para pagar as reparações e a Sábado dá-lhe um conjunto de dicas para aumentar o seu rendimento em 2019.

BCP aumenta capital do ActivoBank em 47 milhões

O BCP realizou um aumento de capital de 47 milhões de euros no banco eletrónico ActivoBank, a 14 de dezembro. Foi o primeiro reforço desde 2011 e mais do que triplica o capital da instituição bancária, cujo único acionista é o banco liderado por Miguel Maya. Segundo fonte oficial do BCP, “trata-se de um reforço de capital para acompanhar o forte crescimento da atividade do ActivoBank, cumprindo com os rácios regulamentares”. O plano estratégico da instituição até 2021 tem o banco eletrónico como uma das alavancas de crescimento e a internacionalização poderá estar entre as opções. Leia a notícia completa no Jornal de Negócios (acesso pago)

Justiça trava acesso de Salgado às escutas

O Ministério Público impediu o acesso de Ricardo Salgado às escutas telefónicas efetuadas no processo do Grupo Espírito Santo. O segredo de justiça interno terminou em setembro, por isso a defesa de Salgado pediu para consultar integralmente os autos, mas o Ministério Público recusou — uma decisão já secundada pelo juiz de instrução, Carlos Alexandre — a consulta de algumas partes como por exemplo as escutas e os dados bancários e fiscais de terceiros investigados no inquérito, ou seja, dados protegidos por segredo profissional, emails ou cartas rogatórias provenientes do estrangeiro. Leia a notícia completa no Correio da Manhã (acesso pago)

Sport TV arrisca pagar milhões por ter abusado de monopólio

A Sport TV vai ser julgada numa ação popular destinada a fazer com que o canal indemnize os seus clientes, isto depois de o Tribunal da Relação de Lisboa ter autorizado o Observatório da Concorrência — uma associação criada em 2014 e dirigida por professores universitários — a desencadear este tipo de ação em nome dos consumidores. O Observatório resolveu avançar depois de a Autoridade da Concorrência ter multado a Sport TV em 3,7 milhões de euros por violação das leis da concorrência. Caso a Sport TV perca poderá ter perdas de dezenas de milhões de euros. Mas a batalha judicial iniciada em 2015 está longe de terminar. Leia a notícia completa no Público (acesso condicionado)

Força Aérea tem helicóptero parado há ano e meio por falta de dinheiro

A falta de pagamento de reparações levou a que um helicóptero militar usado em operações de busca e salvamento esteja parado há um ano e meio. O orçamento para a reparação do EH-101 ascende a seis milhões de euros, mas o Ministério das Finanças não libertou a verba para pagar à empresa EH Industries. “O processo de reparação ainda não está concluído”, confirmou o porta-voz da Força Aérea, tenente-coronel Manuel Costa, sobre o aparelho, que tem o número de cauda 19612. Leia a notícia completa no Diário de Notícias (acesso livre)

Como ganhar dinheiro em 2019

Dos fundos ao negócio imobiliário, a revista Sábado faz capa com um “guia completo” sobre a forma de gerir os rendimentos no próximo ano. Entre os vários textos explica como chegar à idade da reforma com 400 mil euros, que o negócio das casas vai bater recordes, quais os melhores fundos aconselhados pela DECO para aplicar as poupanças e que há novas empresas a pagar juros de empréstimos concedidos por pessoas individuais. A revista escreve ainda, na área do consumo, histórias de quem insistiu e ganhou, com “as melhores dicas para reclamar das prendas de Natal com defeito”. Leia na Sábado (acesso pago)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

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António Costa
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