Bruxelas quer euro a alavancar peso político e económico da UE

  • Lusa
  • 30 Dezembro 2018

Após 20 anos do euro, é preciso reforçar o papel internacional da moeda única, de modo a melhor refletir o peso político e económico da Europa”, afirma Dombrovskis.

O vice-presidente da Comissão Europeia responsável pelo Euro, Valdis Dombrovskis, afirma a necessidade de impulsionar o papel internacional do euro como expressão do peso político e económico da União Europeia (UE). Numa breve declaração escrita enviada à agência Lusa, o comissário do Euro recordou que, embora seja um “jovem” de apenas 20 anos, o euro é “a segunda moeda mais importante no mundo, sendo fortemente respaldado pelos europeus que a usam diariamente”.

‘Nascido’ em 1 de janeiro de 1999, e materializado em 1 de janeiro de 2002, o euro nunca foi tão popular: segundo um barómetro publicado pela Comissão Europeia em novembro, 74% dos cidadãos da zona euro estimam que a moeda única beneficia a UE, enquanto 64% defendem que é positiva para a economia do seu próprio país.

“Assim, chegou o momento de reforçar o papel internacional do euro, de modo a melhor refletir o peso político e económico da Europa”, prosseguiu, reiterando uma ideia que tem defendido incansavelmente nos últimos meses e que motivou, inclusive, um ‘plano de ação’, apresentado em 05 de dezembro, para incrementar o peso da moeda única nos mercados, com a colaboração de grandes atores económicos, nomeadamente do setor da energia.

Para perspetivar o futuro da moeda usada por 340 milhões de cidadãos de 19 países – Portugal faz parte do grupo de 11 fundadores que está no euro desde o seu início -, Valdis Dombrovskis recorreu ao passado, à crise que há dez anos sacudiu o mundo e, em particular, a zona euro e a divisa europeia. “Colhemos lições importantes, fortalecemos a arquitetura da nossa União Económica e Monetária e o euro é hoje mais forte do que nunca. Todavia, o nosso trabalho não terminou. De futuro, o euro será tão estável quanto a nossa União Económica e Monetária. Eis porque precisamos de fazer o nosso trabalho de casa e reforçar a resiliência das nossas economias individuais e da área do euro como um todo”, completou.

O vice-presidente comunitário reportava-se ao aprofundamento da União Económica e Monetária, cujos primeiros passos concretos foram dados com o respaldo político dos líderes europeus, na cimeira do euro de 14 de dezembro, e às decisões do Eurogrupo, presidido por Mário Centeno, sobre a reforma do Mecanismo Europeu de Estabilidade e a União Bancária.

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