Governo: Aeroporto do Montijo pode criar 10 mil empregos

O ministro do Planeamento e Infraestruturas garante que o novo aeroporto do Montijo é uma "solução duradoura" para a expansão da capacidade aeroportuária da região de Lisboa.

O novo aeroporto do Montijo poderá levar à criação de 10 mil postos de trabalho na Península de Setúbal, antecipa o ministro do Planeamento e das Infraestruturas. Pedro Marques assegura ainda que o novo terminal é uma “solução duradoura” para a expansão da capacidade aeroportuária da região de Lisboa.

As declarações do ministro foram feitas na véspera da assinatura do memorando de entendimento que vai definir o modelo de financiamento da expansão aeroportuária de Lisboa, entre o Governo e a ANA – Aeroportos de Portugal, numa cerimónia que irá decorrer esta tarde, na base aérea do Montijo.

Em declarações à TSF, Pedro Marques rejeita que o aeroporto do Montijo seja uma má solução por não ter capacidade de expansão. “Só a utilização de uma única pista, com o terminal que lá vamos fazer, e com 24 movimentos por hora, já permite alcançar os 15 milhões de passageiros por ano, o equivalente ao aeroporto Sá Carneiro, no Porto”, disse à rádio. E acrescenta: “Isto para além de todas as condições de expansão futura que sempre ficariam disponíveis. É uma solução duradoura, com um impacto económico enorme na Península de Setúbal, permitindo criar 10 mil postos de trabalho“.

[O Montijo] é uma solução duradoura, com um impacto económico enorme na Península de Setúbal, permitindo criar 10 mil postos de trabalho.

Pedro Marques

Ministro do Planeamento e Infraestruturas

Já sobre o facto de o acordo ser assinado sem que seja conhecido o estudo de impacto ambiental, Pedro Marques volta a assegurar que todas as regras serão cumpridas. “Não há qualquer incompatibilidade; há, sim, um sentido de urgência. Nenhuma obra será feita no aeroporto do Montijo sem que se respeitem as regras, mas a avaliação ambiental estratégica nada tem a ver com as obras no aeroporto Humberto Delgado”, afirma, detalhando que o estudo deverá ser concluído durante o primeiro trimestre, para, depois ser submetido à Agência Portuguesa do Ambiente e a discussão pública, para que, finalmente, se obtenha a declaração de impacto ambiental.

O governante defende ainda o novo modelo de implementação das taxas aeroportuárias que ficará definido no acordo assinado com a ANA. “As taxas vão poder ter uma evolução que é cerca de metade do que evoluíram desde a privatização. O modelo de taxas é sustentável e terminamos com um modelo em que as taxas subiam quando o número de passageiros aumentava”, apontou, em entrevista à RTP.

O modelo que vigorava até agora indexava o aumento das taxas ao crescimento da procura dos aeroportos. A partir de agora, as taxas vão crescer em função do investimento realizado e da procura dos aeroportos, um sistema que vai vigorar entre 2023 e 2033. Segundo escreve o Público (acesso condicionado) esta terça-feira, as taxas aeroportuárias vão aumentar em 2% por ano entre 2019 e 2022, o que representa metade do valor dos últimos anos. A partir de 2023, o volume de investimento a realizar ANA vai triplicar, um aumento que vai refletir-se nas taxas.

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