Preço das casas no Montijo e em Alcochete subiu mais de 30% em dois anos. Aeroporto vai acelerar mercado

O arranque do novo aeroporto complementar da região de Lisboa deverá acelerar ainda mais os preços no mercado imobiliário desta região.

O preço das casas nos concelhos do Montijo e de Alcochete aumentou mais de 30% ao longo dos últimos dois anos, um ritmo de crescimento que representa o dobro do que foi registado, em média, no resto do país. Com o arranque do novo aeroporto complementar da região de Lisboa, as perspetivas são de que o mercado imobiliário continue a acelerar nesta zona.

Já desde 2016 que o Montijo é apontado como a possível solução para expandir a capacidade aeroportuária da região de Lisboa. No início de 2017, o Governo e a ANA comprometeram-se com esta solução, que será formalizada esta terça-feira, com a assinatura do memorando de entendimento que vai definir o modelo de financiamento da expansão aeroportuária de Lisboa. Ainda que a evolução dos preços das casas nesta região tenha sido influenciada por vários fatores que têm encarecido o mercado imobiliário por todo o país, a influência do anúncio de um novo aeroporto no Montijo não é ignorada.

“As casas recuperaram os valores que tinham antes da crise. Estão até mais valorizadas do que nessa altura. Não se pode atribuir diretamente ao aeroporto, mas o anúncio contribuiu para isso, certamente”, disse, esta terça-feira, à TSF, o único mediador imobiliário de Samouco, a freguesia onde fica localizada a base aérea onde será construído o novo aeroporto.

Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), que apresenta o valor mediano por metro quadrado das vendas de alojamentos familiares, corroboram a análise do mediador imobiliário.

Desde o primeiro trimestre de 2016, e até ao segundo trimestre de 2018, último período para o qual estes dados estão disponíveis, o preço de venda das casas em Portugal aumentou em 16,7%, estando agora num valor mediano de 969 euros por metro quadrado. Nos vários concelhos da margem sul do Tejo, os preços ficam, regra geral, abaixo deste valor, mas o ritmo de crescimento é mais acelerado, sobretudo nos concelhos do Montijo e de Alcochete (a que pertence a freguesia de Samouco).

Fonte: INE

Do primeiro trimestre de 2016 para o segundo trimestre de 2018, o preço das casas no Montijo subiu 30,6%, estando agora nos 956 euros por metro quadrado. Já em Alcochete, os preços dispararam 35,5% neste período, para os 1.263 euros por metro quadrado. São valores que ficam claramente acima do que se verifica no resto da região. Em Setúbal, por exemplo, os preços aumentaram 25% neste período.

Com o arranque do projeto aeroportuário no Montijo, a tendência será de mais crescimento. “Em termos imobiliários, já se tem notado a procura pelo Samouco e pelo Montijo, com a vinda do aeroporto. Com a assinatura e com a certeza de que o aeroporto virá para cá, mais portas se abrirão“, refere, à TSF, o mediador imobiliário desta vila.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Preço das casas no Montijo e em Alcochete subiu mais de 30% em dois anos. Aeroporto vai acelerar mercado

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião