Bolsa nacional retoma ganhos à boleia da Galp

As cinco principais cotadas nacionais abriram em alta e dão suporte à bolsa de Lisboa. Mas o melhor desempenho pertence à Mota-Engil, que avança mais de 2%. Lá fora o sentimento também é positivo.

Com as cinco principais cotadas nacionais em alta, a bolsa retomou a trajetória de ganhos esta quarta-feira, depois de ter interrompido uma série de seis sessões a ganhar ontem. Lisboa está a acompanhar o sentimento positivo que se vive também no cenário europeu.

O principal índice português soma 0,55% para 4.936,71 pontos. Galp, BCP, EDP, Jerónimo Martins e EDP Renováveis, os membros do PSI-20 com maior influência no índice, viam as suas ações a apresentarem valorizações entre 0,4% (EDP Renováveis) e 1,8% (Galp). Ainda assim, o melhor desempenho pertence à Mota-Engil: os títulos da construtora continuam em evidência em 2019, seguindo a valorizar mais de 2% esta quarta-feira, recuperando das perdas de 56% do ano passado.

“No final do ano passado reconhecemos os níveis extremos que o movimento descendente de novembro e dezembro tinha alcançado, antecipando uma eventual recuperação dos mercados bolsistas. Na altura, adiantámos que essa hipotética recuperação deveria ser liderada pelas ações mais cíclicas”, referem os analistas do BPI. “No caso da bolsa nacional, a Mota-Engil enquadrava-se nessas características”, explicam.

São quatro as cotadas portuguesas que estão abaixo da linha de água, e travam maiores subidas por cá, isto enquanto a Ibersol permanecia sem negociar qualquer títulos nos primeiros minutos da sessão.

O bom momento no mercado acionista não se resume apenas a Lisboa. O início do ano tem trazido ganhos aos principais índices bolsistas mundiais, depois de um mês de dezembro negativo. No Velho Continente, os benchmarks europeus observam apetite comprador, com o Stoxx 600 a somar 0,3%. Em Paris, Madrid e Frankfurt os ganhos nas principais praças ascendiam a 0,80%.

Para o BPI, “a recente melhoria do sentimento do mercado tem devolvido alguma confiança aos investidores globais em relação às ações europeias”. “Num contexto de diminuição das tensões sino-americanas, o setor exportador europeu (automóvel, artigos de luxo, industrial, etc.) é um dos melhores posicionados, dada a sua exposição à China, para beneficiar desta melhoria”, antecipam os analistas.

Bolsa de Lisboa avança outra vez

(Notícia atualizada às 8h24)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Bolsa nacional retoma ganhos à boleia da Galp

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião