E vão dez, em cinco anos. Sonae reforça na cibersegurança com compra da Excellium

É a décima empresa de cibersegurança a ser comprada pela Sonae IM em cinco anos. Desta vez, o alvo foi a Excellium. A nova tecnológica europeia conta com 500 funcionários.

O ramo de investimento do grupo Sonae foi novamente às compras. A Sonae IM acaba de anunciar a compra de uma posição maioritária na Excellium, uma empresa de cibersegurança do Luxemburgo. Na fusão entra também a S21sec, que já era detida pela holding portuguesa, dando origem a um novo grupo tecnológico europeu com mais de 500 colaboradores. A informação foi revelada pela Sonae IM num comunicado, sem desvendar o montante envolvido na operação.

Segundo a Sonae, a Excellium é uma empresa com uma importante base de clientes, nomeadamente “conceituadas instituições financeiras” no Benelux, assim como “entidades governamentais e grupo económicos” com atividade naquela região. Tem ainda uma “solução proprietária de gestão de cibersegurança” que vai reforçar o “portefólio de serviços e tecnologias” que já eram prestados pelas empresas da Sonae.

“Tendo em conta que o cibercrime tem vindo a crescer de forma exponencial, não só em número de incidentes, mas também em termos de impacto e complexidade, a realização deste investimento é particularmente importante, porque aumenta a capacidade de inovação de ambas as empresas para a prestação de serviços altamente especializados no combate a estas ameaças”, refere a Sonae IM num comunicado.

Carlos Alberto Silva, administrador executivo da Sonae IM, confessa a “aposta na consolidação do setor”. “No seguimento da aquisição em 2016 da Sysvalue, em Portugal, e da fusão da S21sec com a Nextel em Espanha, durante 2018, esta transação reforça a nossa aposta na consolidação do setor. Adicionalmente, trata-se de um marco relevante na nossa trajetória, sendo o nosso décimo investimento em cibersegurança desde 2014″, indica o gestor.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

E vão dez, em cinco anos. Sonae reforça na cibersegurança com compra da Excellium

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião