Theresa May sobrevive. Moção de censura de Corbyn chumbada

A primeira-ministra britânica resistiu à moção de censura apresentada por Jeremy Corbyn. Vai continuar a liderar os britânicos e, na próxima segunda-feira, apresentará um novo plano para o Brexit.

Depois de uma pesada derrota no parlamento com o acordo do Brexit, Theresa May saiu vitoriosa da moção de censura apresentada imediatamente de seguida pela oposição. A moção de Jeremy Corbyn foi chumbada, assegurando a liderança de May que agora está a preparar um Plano B para o país abandonar a União Europeia (UE). Será apresentado aos deputados dia 21.

“Esta Câmara [dos Comuns] expressou a confiança neste governo”, afirmou Theresa May imediatamente depois de ser revelado que a moção de censura foi rejeitada com 325 votos contra. A margem mínima.

“Este governo vai continuar o seu trabalho para fortalecer a nossa união, mas também vai continuar a trabalhar para cumprir com o resultado do referendo e deixar a UE“, salientou May.

“Temos a responsabilidade de avançar e encontrar uma forma de garantir o apoio do parlamento”, acrescentou a primeira-ministra, salientando que vai avançar com “várias reuniões com todos os partido” com assento parlamentar. “Quero começar essas reuniões já hoje”, salientou.

"Governo vai continuar o seu trabalho para fortalecer a nossa união, mas também vai continuar a trabalhar para cumprir com o resultado do referendo e deixar a UE.”

Theresa May

Primeira-ministra do Reino Unido

“Vamos voltar a esta Câmara [dos Comuns] na segunda-feira para apresentar uma moção. Eu estou preparada para continuar a trabalhar com qualquer membro destra Câmanra para cumprir com o Bexit“, acrescentou.

Jeremy Corbyn, depois de ver derrotada a sua moção, não comentou o resultado de hoje. O líder da oposição preferiu salientar que que depois da votação do dia anterior, “o governo tem de assumir responsabilidades” no que respeita ao acordo para o Brexit.

Neste sentido, Corbyn pediu para que May “assuma que não vai fazer um Brexit sem acordo”, mostrando-se disponível para se reunir com a primeira-ministra. A mesma abertura foi demonstrada por outros líderes dos partidos com assento no parlamento britânico.

(Notícia atualizada às 19h27 com mais informação)

 

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Theresa May sobrevive. Moção de censura de Corbyn chumbada

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião